Horizonte de Eventos

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Diário de Bordo: Ilhabela – 28/09/2013

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O planejamento começou durante a semana, com a decisão de ir, o estudo do caminho e a reserva de hospedagem. Como tivemos um aniversário na noite anterior, acabamos não conseguindo levantar cedo conforme o planejado. Já estávamos duas horas atrasado do plano original, mas tudo bem, afinal estávamos indo passear.

Depois de terminar de arrumar as malas, deixar as coisas ajeitadas em casa, revisar o trajeto no mapa, atualizar as bases de radares no GPS e abastecer o carro, lá estávamos nós, a caminho de Ilhabela. Pegamos a estrada e tivemos muita boa sorte no caminho. Não presenciamos nenhum acidente e o GPS se virou muito bem. Claro que o caminho era bem simples, e eu já o conhecia. A estrada estava muito boa, com bastante movimento em alguns trechos, porém, sem trânsito. Chegamos na balsa para travessia por volta das 14 horas.

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Após atravessarmos, procuramos o Chalés Patrícios, onde iríamos ficar hospedados, e descobrimos na prática que o Google Maps não está muito atualizado em Ilhabela. O GPS levou-nos até a rua correta, porém bem longe da numeração devida. Dificuldades a parte, conseguimos nos localizar depois de um tempinho, deixamos as coisas no chalé, nos trocamos e fomos rumo a 20130928_163251Praia do Julião, onde nos encontraríamos com amigos. A praia, bem diferente daquelas que estamos acostumados, tinha areia grossa, faixa de areia curta e uma excelente paisagem, mesclando pedras, água cristalina e areia. Ficamos por um tempo contemplando-a e logo depois paramos no Prainha Do Juliao Bar E Restaurante, onde pudemos apreciar excelentes pratos. O local é encantador e merece atenção nos passeios à ilha. Com o sol deitando-se ao horizonte, saímos e lá e voltamos para o chalé, afinal, a noite seria de festa.

Pouco tempo depois, lá estávamos nós novamente dependentes do GPS para chegar em nosso destino, e mais uma vez a tecnologia insistia em nos guiar por uma rua que não existia. Demos algumas voltas e graças a alguns moradores, conseguirmos localizar nosso destino. Estávamos ali para um mega evento em comemoração ao aniversário de meu amigo Rodrigo, com direito a churrasco e o show de sua banda de rock, mas além disso, encontraria com outros amigos em comum e ainda presenciaria um pedido de casamento. Tudo foi muito bom, um espetáculo a parte.

No domingo pela manhã fomos em busca de uma padaria e descobrimos que há pouquíssimas opções para se comer um simples pão na chapa com café. Rodamos bastante pela cidade e graças ao Foursquare encontramos a Ilha dos Pães, uma padaria em um posto de gasolina, foi a salvação. A padaria não era grande, mas oferecia uma boa variedade de produtos. Não sei se é a melhor da ilha, mas foi a que achamos e que tinha um bom atendimento.

PicsArt_1381928157621Com o estômago forrado e o tempo escasso, não perdemos tempo e partimos para conhecer a Cachoeira da Toca, um local muito bonito, e agradável, exceto pelos mosquitos e a água, que estava bem gelada, impossibilitando-nos de aproveitar devidamente sua natureza. É um local simples, mas com uma infraestrutura mínima para proporcionar bons momentos junto à natureza. A entrada custou R$ 15 por pessoa, mas valeu muito a pena. Esperamos voltar em um dia de calor para descer os toboáguas naturais.

Depois da cachoeira, fomos conhecer a famosa Praia da Feiticeira. A praia é bonita, seguindo o padrão da ilha, com areia grossa e faixa curta. A água também não estava muito convidativa, tendo em vista que alguns poucos passos dentro da água e já se está com ela no pescoço. A temperatura também não ajudou. O mais curioso da praia é o casarão que tem a seu lado, muito bonito, mas que por ser propriedade particular, não pudemos chegar muito perto. Ainda assim, gostamos mais da Praia do Julião.

20130929_165151Infelizmente o tempo estava acabando e tínhamos que voltar para casa. Pegamos nossas coisas no Chalé, curtimos a maravilhosa hospitalidade da família do Rodrigo durante um almoço mais que descontraído, e com muito ânimo (só que não), pegamos a estrada de volta para casa.

A Ilha tem seu nome merecido, pois de fato é muito bela, contando com muitas paisagens e atrativos para quem curte a natureza. Foi uma pena ficar tão pouco tempo e que o clima também não ter ajudado muito. É um local para voltar e curtir melhor, afinal ainda há muito o que conhecer.

Sob os trilhos da saudade

“Ói, ói o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem
Ói, ói o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho éon

Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem”

trem3Trem Por definição uma série de vagões puxados por uma locomotiva, sob grandes trilhos de ferro. Uma composição ferroviária, muitas vezes de tamanho colossal, que supõe-se ter sido idealizada em 1681 pelo jesuíta belga Ferdinand Verbiest em Pequim. Em 1769, Joseph Cugnot, militar francês, construiu em Paris uma máquina a vapor para o transporte de munições e após várias tentativas fracassadas, Richard Trevithick, engenheiro inglês, conseguiu em 1804, construir uma locomotiva a vapor que conseguiu puxar cinco vagões com dez toneladas de carga e setenta passageiros à velocidade vertiginosa de 8 km. A partir daí também conhecida popularmente como Maria Fumaça.

“Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?

Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão”

Ahh saudades das viagens de trem… Muito me entristeceu esta semana ver que mais um símbolo da antiga linha férrea está sendo derrubado. O pontilhão que permitia os trens cruzarem a Av. Antônio Emmerich em São Vicente, sentido Estação Ferroviária está sendo derrubado para dar lugar a uma nova estrutura que comportará o VLT (Veículo Leve sob Trilhos). Felizmente é para uma boa causa, o progresso, a modernização, mas ainda assim, este fato não deixa de trazer boas lembranças.

“Ói, olhe o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais
Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso no ar”

Recordo-me como se fosse ontem de minhas férias com meu irmão na casa de meus avós em Pedro de Toledo. Meu avô vinha nos buscar e as 13 horas partíamos com o velho trem de aparência metálica e com seus bancos gastos da extinta estação de Santos rumo a cidade de Registro. A viagem devia levar cerca de 4 horas, uma eternidade para os padrões atuais, mas nem sentíamos esse tempo passar pois além da paisagem maravilhosa, nos deparávamos com várias situações que, para uma criança era uma verdadeira aventura. Conhecíamos pessoas, lanchávamos, acompanhávamos o fiscal conferindo os bilhetes e curtíamos a viagem. Ao chegarmos em nosso destino, lá estava minha avó nos esperando com seu sorriso no rosto e os braços abertos. Beijos e abraços, pegávamos nossas malas e caminhávamos ladeiras abaixo (e acima), acompanhados até chegar em casa pelo pôr do sol sob a natureza que predominava na cidade.

“Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil megatons

Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral”

trem1O tempo passou e linha férrea não existe mais, como também a estação ferroviária de Santos, a de São Vicente e todas as demais que, passávamos acompanhados do alto apito do maquinista, e que nos aguçava a expectativa de estarmos cada vez mais próximos de nosso destino.
O progresso está chegando e as memórias ficando cada vez mais distantes. Sinto por esta realidade não existir mais, o sentimento se foi e nossos descendentes dificilmente poderão entender e até mesmo sentir o que vivemos. Além da nostalgia, ficam as gastas fotos, os grupos de discussão dos amantes dos trens e a bela música composta e maravilhosamente interpretada pelo Rauzito, pêga emprestada para intercalar os modestos e nostálgicos parágrafos deste texto.

Os trilhos, as estações e o pontilhão se vão, mas as lembranças permanecem na esperança de um dia serem revividas.

A caminho do lar

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Segundo a definição da Wikipedia, “Lar” é uma forma especial de se definir a casa ou os assuntos relacionados a ela, como a convivência com a família e os vizinhos. “Lar” pode ter uma conotação sentimental ou carinhosa. Existe uma expressão popular que diz: “Lar, doce lar”, mas nunca foi tão difícil chegar em casa quando ultimamente.

O que para alguns poucos privilegiados é algo simples, podem caminhar até suas casas e curtirem a qualidade de vida que lhes é proporcionada, para outros passa a ser uma tarefa árdua e que muitas vezes está fora de nosso controle. Sim, eu sou uma dessas pessoas.

minha-casaClaro que a escolha foi minha, trabalhar longe de casa, em outra cidade, ter que pegar ônibus e estrada. As perguntas sempre se repetem: “Mas você sobe e desce todos os dias?“, “Mas não é longe?“, “É cansativo?” – Brincadeiras a parte, a resposta é sim, sim e sim, mas no geral ainda vale a pena quando se coloca em foco a parte profissional. Agora a pergunta que fica é o quanto estamos sacrificando a outra parte, aquela que realmente importa.

Nós, os viajantes e aventureiros, como alguns podem pensar, passamos por perigos constantes, em um país ao qual os acidentes de trânsito representam uma das principais causas de morte, e nós enfrentamos de cabeça erguida todos os dias, torcendo para mais um dia passarmos desapercebidos da foice que pode estar a nossa espera, numa curva qualquer.

O que realmente esperamos é o mesmo que país espera, que os governantes e empresas privadas tomem vergonha na cara e prestem serviços de qualidade, tendo como foco o ser humano ao qual está na outra ponta da cadeia. Não somos meras máquinas ou cargas, somos seres pensantes e que merecem respeito, que têm o direito básico de voltar para suas famílias em segurança após um longo dia de trabalho, voltar para seus lares e poderem viver suas vidas.

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Diário de Bordo Serra Negra: 08/07/2013

Dia 3 – Segunda-Feira

O dia amanhecera e não podíamos perder tempo. Este era o dia de volta para casa, mas nem por isso iríamos deixar de aproveitar o que a região ainda tinha a oferecer. Após o café da manhã, já com as baterias da câmera e do celular devidamente carregadas, parti para o momento fotografia, e para isso a localização do hotel proporcionava grandes privilégios, pois além de possuir uma grande área interna, com muita natureza, também permitia excelentes paisagens da cidade.

serra5Aproveitamos o finalzinho da diária e relaxamos na piscina aquecida, onde conhecemos um casal muito simpático ao qual ficamos a maior parte do tempo conversando. Já com o relógio quase batendo as doze badaladas, arrumamos as coisas e fizemos o checkout. Vale ressaltar que o Grande Hotel Serra Negra passou no teste e é de fato um lugar que quero voltar. O atendimento desde nossa chegada foi exemplar, além de ser bem completo, limpo e confortável. Definitivamente recomendo ele.

Saímos rumo a Rota dos Queijos e Vinhos de Serra Negra, mas como estávamos sem conexão, graças a Claro Brasil, tivemos um pouco de dificuldade para acharmos a tal rota, principalmente devido à via indicada não existir em mapa algum. Saímos do hotel com as indicações da recepcionista, pegamos um estradinha sensacional e nos deparamos com uma paisagem inesquecível, com fazendas rodeadas por belas montanhas. O caminho estava errado, levamos um tempo para ter certeza graças a falta de uma alma viva para perguntarmos, mas ainda assim o passeio valeu a pena.

Cruzamos a cidade em busca de indicações através das placas, sem muito sucesso. Parei em um boteco, no qual dois amigos, com seus copos de pinga nas mãos me deram a melhor orientação. Foi interessantes, eles estavam animados, mas foram exemplares quanto à orientação. Seguimos as dicas e voltamos a cruzar a cidade, localizando com certa facilidade o caminho certo.

Para quem for visitar a Rota dos Queijos e Vinhos de Serra Negra,  eles divulgam que fica na Rod. 105, mas a mesma não tem esse nome nos mapas, portanto, procure pela Rod. Dr. Rubens Pupo Pimentel e estará no caminho certo. Apesar de ser uma estrada, a mesma é muito precária, sendo toda de terra batida, com trechos em que somente é possível passar um veículo por vez. Para sorte dos futuros visitantes, a mesma está inteira em obras, o que em breve proporcionará uma experiência melhor.

Depois de muita poeira, uma camada grossa de terra sob a carroceria, alguns sustos e muita garra do possante, chegamos na Fazenda Chapadão. Nela tivemos uma excelente apresentação sobre a produção de gado, produção de queijos e cultivo do café. Ambos são especialidades da família. Acompanhamos a ordenha das vacas e o processo de secagem dos grãos de café. Experimentamos os queijos produzidos por lá e depois de um bom bate-papo partimos para a fazenda da família Carra, um pouco mais a frente. É claro que não poderíamos sair de mãos vazias e trouxemos alguns exemplares de queijos e café.

Ao chegar na fazenda da Família Carra, fomos recebidos muito bem e nos foi apresentada a história da família, vimos os produtos ali produzidos e partimos para degustação. Tudo era muito bom e eu recomendo. Os vinhos de tão saborosos, mal percebia-se o gosto do álcool. Infelizmente não poderíamos ficar mais pois a tarde já tinha passado de sua metade e ainda tínhamos um longo caminho pela frente.

Voltamos pela estradinha até a cidade para abastecer o carro e pegar a estrada. O valor combustível por lá não é dos melhores, portanto se puder, prefira abastecer em Amparo ou Morumgaba, pois é mais barato. Outra dica é não deixar para sacar dinheiro em postos de combustível ou qualquer outro lugar, pois eles não possuem caixas eletrônicos espalhados pela cidade. Se precisar sacar, terá que ir a uma agência do banco no centro, em horário comercial.

A volta para casa foi tranquila. Pegamos um pouco de movimento nas estradas, principalmente no Rodoanel e, ao entrar na Imigrantes nos deparamos com um forte chuva. Muito diferente do clima que havíamos nos deparado nos últimos dias. Depois de quatro horas de viagem, estávamos de volta ao lar, acompanhado das muitas lembranças deste passeio que, apesar de curto, foi muito agradável.

Dia 1: Sábado

Dia 2: Domingo

Diário de Bordo Serra Negra: 07/07/2013

Dia 2: Domingo

O dia custou a amanhecer. A temperatura havia baixado durante a madrugada, mas não tanto quanto gostaria. O silêncio era total e o sol se esforçava cada vez mais para sobrepor-se às cortinas que insistiam em mantê-lo distante.

O dia seria longo, e mesmo com muita preguiça levantamos e fomos de encontro ao café da manhã do hotel. As opções de pães, bolos e frios eram muitas. Um bom exemplo de café da manhã de rei e rainha. Após deliciarmos a comida, nos apressamos a arrumar tudo, pegar o que levaríamos e partirmos para os pontos turísticos da região.

serra1Começamos o passeio pela Disneylândia dos Robos, uma casa o tanto o quanto curiosa. Nela podemos encontrar verdadeiras relíquias da cultura pop, máquinas de todos os tipos, peças egípcias e é claro, robôs… muitos robôs. O local existe desde 1988 e é parada obrigatória para quem vem a Serra Negra, sejam adultos ou crianças, não há quem não goste. De fato, não há nome melhor do que Disneylândia, um lugar para guardar e expôr tudo que é bagulho guardado durante os muitos anos de vida, para criar coisas e ainda ganhar dinheiro. Foi lá que percebi que havia esquecido de carregar a bateria da câmera, e mais uma vez ficamos dependentes do celular para poder tirar as todos.

panoramaDepois dessa pequena dose de diversão, partimos para o Macaquinhos, um parque de turismo rual e aventura. O local possui uma variedade de atividades como pedalinhos, caiaques, tirolesas, cavalos, paintball, buggys, piscinas, pescaria, animais, além de uma bela paisagem com muito verde. Este parque é parada obrigatória para quem curte este tipo de programa, sendo possível passar o dia inteiro por lá, serra2tanto que a manhã passou como um raio enquanto estávamos curtindo as atrações, e a tarde já estava chegando a sua metade quando saímos de lá rumo ao centro da cidade para almoçar.

O centro estava lotado e foi difícil achar algum lugar para almoçar, afinal já era mais de três horas da tarde. Escolhemos comer algo rápido na Padaria e Confeitaria Serrana, de frente a praça principal. Mesmo lotado, foi rápido para conseguir um lugar e os garçons muito cordiais e prestativos. Pedimos um lanche que pouco demorou para estar a nossa mesa e assim pudéssemos devorá-los, dada a fome que estávamos. Para quem busca um local rápido para comer algo de qualidade e acompanhado de um excelente serviço, este é o local certo. Como sobremesa experimentamos um sorvete artesanal, na Sorveteria Tarantela, tradicional na cidade e que conta com diversos sabores. A dica é não desistir, pois a fila é grande, mas vale a pena esperar.

serra3A tarde seguia de encontro às suas últimas horas e decidimos ir até o Cristo Redentor, mas no caminho paramos no III Encontro de Antigomobilismo de Serra Negra, onde estavam expostos diversos carros antigos em excelente estado de conservação. Haviam diversos exemplares de grandes automóveis como Mercury, Eldorado, Imperial, Landal, Alpha Romeu, calhambeques, entre outras marcas e modelos. Renderam boas fotos.

serra4Voltamos ao caminho e seguimos para cima, rumo ao Cristo Redentor de Serra Negra, localizado em um dos pontos mais altos da região. O local é de fácil acesso, limpo e com uma paisagem magnífica. Ficamos um tempinho por lá para recuperar o fôlego da subida, mas a noite já estava batendo à porta, e o cansaço chegando. Saímos de lá rumo ao centro da cidade, como caminho para voltar para o hotel. Por incrível que pareça, no domingo a noite pegamos um congestionamento de meia hora para chegarmos ao hotel que, ao chegar, percebemos que estava ao lado do trajeto do Cristo. Ou seja, por desconhecimento, demos a volta na cidade, pegamos congestionamento, quando na verdade estávamos duas quadras do hotel. Coisa de turista.

Chegamos no hotel e nos preparamos para o jantar, que apesar de poucas opções, estava muito bom, principalmente as sobremesas. Demos uma caminhada no lado de fora do hotel, curtindo a noite de Serra Negra, debaixo do céu estrelado, quando tentei identificar as constelações visíveis. Voltamos para dentro, curtimos as salas de jogos e demais dependências do hotel e depois nos rendemos ao cansaço. Afinal, já era hora de recarregar as baterias novamente para o dia seguinte.

Leia mais:

Dia 1: Sábado

Diário de Bordo Serra Negra: 06/07/2013

Dia 1: Sábado

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Era madrugada, as malas já estavam prontas e a ansiedade não me deixou pregar os olhos por muito tempo. Não que isso fosse incomum, pois estou acostumado a acordar cedo. Aguardei o relógio me avisar que estava na hora de levantar e superamos a preguiça que era grande naquele momento. Levantamos, nos arrumamos, tomamos café e saímos.

O trajeto foi tranquilo, com a subida pela Imigrantes, seguindo pelo Rodoanel e Bandeirantes. Neste ponto tivemos um pequeno desvio, por perder uma entradinha na altura de Jundiaí, o que nos custou alguns minutos para um pequeno passeio pela cidade. Após nos acharmos, pegamos uma estradinha que estava em reforma em vários trechos, mas que fielmente nos levou até a rodovia D. Pedro I e dela pegamos outra para enfrentar a serra, que era perfeita para quem gosta de dirigir, com um asfalto bom e bastante curvas, proporcionando em alguns momentos fortes emoções. Durante o caminho fomos ultrapassados por motociclistas devidamente equipados, como se estivessem em uma competição.

Passamos pelas cidades de Morumgaba e Amparo, ambas com um clima muito calmo e com características de cidades do interior. Como nosso objetivo era aproveitar o máximo de Serra Negra, seguimos a estrada sem parar nestas cidades.

Ao chegar em Serra Negra, o GPS perdeu conexão e acabamos levando um tempinho para localizarmos o hotel, graças a Claro Brasil, que por incrível que pareça não fornece o serviço de dados 3G  na cidade, e o 2G mal funciona. Fizemos o checkin no Grande Hotel Serra Negra, deixamos as malas no quarto e saímos rumo ao centro da cidade para almoçarmos.

No caminho para o centro demos algumas voltas na cidade para nos acharmos sem o GPS, seguindo apenas as placas, mas conseguimos. Ao chegarmos no centro nos deparamos com muito movimento de carros e motos, e com muita dificuldade conseguimos fugir do congestionamento e encontrar um lugar para estacionar. A dica para estacionar no final de semana no centro é aproveitar o estacionamento ao lado do Fórum, que fica liberado nos finais de semana.

serra2Fomos até a Praça Pref. João Zelante, que estava tendo um evento de festa junina das escolas municipais e estava lotada de crianças, seus pais e turistas. Nesta praça há vários locais interessantes para comer, petiscar, beber e jogar conversa fora. Escolhemos o Bar Santos Cycle, e fomos muito bem atendidos. Ali estava rolando um encontro de motociclistas. Mesmo lotado, o atendimento foi rápido e a comida além de bem servida, estava saborosa.

De estômago cheio, aproveitamos a tarde para caminhar pelo centro e conhecer melhor o comércio local. O passeio foi muito bom, com foco principalmente em compras de roupas e malhas, mas no caminho encontramos coisas interessantes, como casas de vinhos e queijos, uma banda local de aposentados que alegravam o centro e tocavam junto aos turistas, além de algumas opções de entretenimento nas praças, com música ao vivo, dentre outras coisas. serra3Ao final da tarde paramos no café Delícias na Praça para descansar as pernas e depois, com a noite já chegando, voltamos para o Hotel.

A noite o cansaço começou a bater forte, daí aproveitamos para curtir a festinha junina do hotel, que por sinal era um exemplo de organização, com muitas opções de comidas, barracas de brincadeiras para adultos e crianças, música ao vivo e atéserra4 fogueira para aquecer o ambiente. Depois disso, o cansaço do dia, somado ao da viagem e da semana, me fez desmaiar, e como o dia seguinte seria longo, não poderia perder a oportunidade de recarregar as baterias.

A Fringe Event

Olhou para o lado e mirou no semáforo, estava verde para os carros
Decidiu não arriscar-se e aguardar o momento certo de atravessar
Era uma grande avenida, como grande movimento de veículos
Lembrou-se de instantes ao levantar-se, de seu pensamento,
Ligado a um estranho sonho, o qual mal podia lembrar-se com detalhes

Olhou para o outro lado da avenida, também haviam pessoas querendo atravessar
Uns de mochilas, parecendo estudantes a caminhos da escola
Outros com pastas, bem vestidos
Deviam estar indo trabalhar, como ele estava
Mas, para os demais era somente mais um dia
Um dia regular, talvez nada acontecesse, nada mudasse suas vidas
Mas para ele não, só que ele também não sabia disso

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De repente ouviu um barulho dentro de sua mente
Não podia distinguir ao certo o que era, olhou para o lado
Parecia ser o semáforo, que havia fechado para os veículos, permitindo sua passagem
Ignorou aquela estranha sensação e deu seu primeiro passo em direção ao seu destino, o outro lado daquela avenida

Ao dar o segundo passo, sentiu que algo estava estranho
Viu a imagem da avenida e do mundo a sua volta ficar turva, tremendo
Podia ver como se fossem camadas a sua volta, como se fossem ondas do mar
Um rodamoínho em pleno ar, em plena avenida
Teve a sensação de estar viajando, mas não havia saído do lugar

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Sua, mente sabia que estava atravessando a rua, como os demais que ali estavam
Não havia nada de estranho, mas sentia que algo estava diferente
Sentiu como se tivesse sido golpeado fortemente
Era uma dor em sua cabeça, tão repentina, que não podia explicar
Olhou novamente para o outro lado, em meio a imagem turva e mesmo com dificuldade decidiu continuar andando
Tentou dar outra passada, e quando colocou seu sapato em contato com o asfalto já quente da manhã, tudo sumiu

A sensação estranha, imagens estranhas e dores se foram
Deram lugar a uma sensação de surpresa
Olhou a realidade a sua volta e algo estava errado, podia sentir
A avenida era a mesma, mas estava diferente
Era como se estivesse em seu mundo, no mesmo lugar, mas em algum tipo de realidade alternativa

Claro que ele não sabia disso
Demorou um bom tempo para seu cérebro começasse a juntar as peças do quebra cabeça
Tudo aquilo era, ao mesmo tempo, muito igual e diferente de sua realidade

Quando chegou do outro lado da avenida sua mente havia viajado, sem que ele soubesse, para outra realidade, uma realidade na qual ainda estava vivo.

Ele era importante, só que ainda não sabia disso.
Alguma energia cósmica o havia transportado para esta realidade segundos antes de um grave acidente
Um caminhão de combustível desgovernado havia batido e explodido cerca de quatro quarteirões a sua volta
Mas ele não poderia saber disso, afinal não estavas mais lá, não havia vivenciado o acidente em si

Fringe

Tentou ignorar o que estava sentindo e a estranheza daquele lugar
Achou que estava sonhando e decidiu seguir em frente

Mal sabia o que estava para vir…

Homenagem a cultuada e excelente série de TV Fringe, que deixará saudades.

Diário de Bordo: ¡Hasta luego Santiago!

Sete horas da manhã do sábado e lá estava eu de pé. O dia já estava clareando, quando era perceptível a camada de poluição sob Santiago. Tomei um bom banho, tomei café da manhã e comecei a arrumar as malas. O dia seria longo e logo recebi a mensagem de minha amiga Wanessa, que estava a caminho para me levar para conhecer a cidade de Santiago.

As 9h fechei minha conta no hotel, deixei as malas lá e saí com minha amiga Wanessa para conhecer Santiago. Pegamos o metrô e descemos na estação Santa Lucia. Passamos pela Biblioteca Nacional, uma construção muito grande e bonita, mas que somente consegui ver por fora. Dali, fomos ao Cerro Santa Lucia, um forte no meio da cidade, em um dos seus pontos mais altos. De lá pude ver a cidade inteira. Lembrou-me a visão que temos no prédio do Banespa em São Paulo. Para chegar ao topo o caminho e as escadas são bem rústicas, o que me fez perder algumas muitas calorias, além de quase cair umas três vezes, mas vale a pena.

Saindo de lá, voltamos para o metrô e saímos na estação Universidad de Chile, caminhamos um pouco pelo Centro em direção a Plaza de Armas, uma praça grande, cheia de esculturas e cercada de construções históricas. É um lugar utilizado para desfiles e eventos. De frente à praça há a Catedral Metropolitana de Santiago, uma igreja que por fora não chama tanto a atenção como por dentro. Apesar de escura, a catedral era imensa, muito grande mesmo e bonita, com pinturas, esculturas e vitrais muito bem trabalhados. Ao lado dela havia uma pequena capela que, segundo comentado pela Wanessa, morreu um padre durante um incêndio ou algo assim… A capela foi reconstruída e estava, naquele momento tendo uma missa. Um fator interessante é que o local estava praticamente vazio. Parece que não é da cultura chilena frequentar as missas nas igrejas.

Ainda cercando a praça, passei pela sede do Correo, que estava fechado, e depois fomos ao Museo Historico Nacional, um casarão muito bonito e antigo, porém com uma diversidade enorme de esculturas, pinturas e objetos da história chilena. Claro que muitos dos personagens que ali estavam representados eu nunca havia sequer ouvido falar, mas foi muito interessante, havia até uma carruagem no meio do salão. Tendo já passado quase toda minha estada em Santiago na região do Centro, minha amiga resolveu me levar para conhecer a parte nova, e mais nobre, da cidade.

Voltamos ao metrô e fomos até a avenida El Bosque Norte/Sur, uma avenida muito bonita, moderna e limpa. Lembrou-me a Av. Paulista aqui em SP. A tendências por lá são os prédios espelhados e com muito vidro, pois parece que tem vantagens dado o alto índice de tremores e terremos que há por lá. Caminhamos pela avenida por um bom pedaço e depois paramos para tomar um sorvete que, segundo a Wanessa era um dos melhores, senão o melhor de Santiago. A sorveteria chamava-se Fragola e de fato o sorvete era muito bom. Experimentei um sabor típico de lá, algo mais ou menos parecido com nozes, mas que tem outro nome, o qual não me recordo agora. Sentamos numa mesa, tomamos o sorvete e conversamos bastante sobre os velhos tempos, as mudanças em nossas vidas, entre outras coisas. Foi muito bom!

Saindo do Fragola, já estava quase na hora dela voltar, pois tinha um compromisso com o noivo, caminhamos em direção ao Shopping Costanera, que havia inaugurado há apenas 4 dias e ficava ao lado de uma torre que será a maior da América Latina. Com muito pesar, despedi-me da Wanessa, e fui conhecer o shopping sozinho.

Da mesma forma que a torre, o shopping claro, não poderia ficar atrás, e também hoje é o maior shopping, contando com 5 pisos e muitas lojas, principalmente de departamento. O que achei interessante é que cada andar conta com lojas de um determinado seguimento. Isso é interessante, pois podemos ir diretamente onde queremos sem ter que ficar rodando no shopping inteiro. Quem me conhece pode achar estranho eu ter ido em um shopping, pois não sou fã, mas não poderia deixar de conhecer o maior dos maiores, fora isso, não há nada diferente, exceto por várias lojas ainda estarem fechadas e uma cascata com uma queda d’água muito legal, na qual são formadas imagens, muito interessante. Nunca tinha visto tal coisa. Simples e bonito. Até iria aproveitar para almoçar, mas a praça de alimentação estava extremamente lotada, impossível comer ali.

Cansado de tanto andar, saí dali e peguei o metrô em Tobalaba e voltei para a estação La Moneda. Descendo nesta, e com fome, acabei parando no Burger King. Essa parte é difícil para mim… mas foi o melhor sanduíche que comi no Chile. Claro que ao chegar lá, estava desanimado, afinal não curto o grande M amarelo, o tal do Bobs, que de brasileiro não tem nem o nome, e muito muito menos o Rei do hamburger, mas era o que tinha, e eu precisava comer rápido. Entrei lá e me deparei com aquelas fotos dos sanduíches. A primeira coisa que fiz foi procurar e certificar-me que escolheria o que quer que fosse, mas sem abacate. Consegui, havia um sanduíche sem abacate e foi esse mesmo, acompanhado de uma Pepsi. Estava muito saboroso diante dos demais sanduíches que eu havia comido por lá, a carne processada tinha cheiro e gosto de carne… hum… uma delícia!

Ao final, voltei para o hotel, peguei as malas e fiquei aguardando o táxi que estava agendado para me levar ao aeroporto. Neste fui conversando e por sorte a viagem foi tranquila e rápida. Chegando no aeroporto, fiz o check-in, despachei minha mala e fui comprar mais algumas lembrancinhas que faltavam. Fiquei um pouco no Free Shop para passar o tempo e ao aproximar-me do meu portão deparei-me com um Dunking Donuts. Naquele momento minhas papilas gustativas começaram a alvoroçar-se e minha memória, de anos longínquos veio a tona. Parei lá e peguei dois, comi na hora e estavam muito bons. Aproveitei o Wi-Fi e fiquei conversando com a Vanessa e aguardando a chamada de meu vôo.

Diferentemente da ida, o modelo do avião para a viagem de volta era bem menor e também mais apertado, mas apesar de algumas turbulências, a viagem foi bem tranquila. Dessa vez não consegui cochilar, mas pude ler, ver meus seriados no celular e etc. Três horas e cinquenta minutos depois já estava em terras tupiniquins. A saída do aeroporto de Guarulhos também foi tranquila, não tive problemas na Polícia Federal nem nada, felizmente!

¡Hasta luego Santiago!

¡Bien venido Brasil!

Diário de Bordo: O grande dia com mais abacate

Depois de dois dias de preparação, ajustes e alinhamento, iniciava-se o grande dia. Digo grande, não por esperar algo grandioso, mas por ser a razão de eu estar ali.

Levantei cedo, tomei meu café da manhã e dirigi-me ao escritório. Ao chegar lá, instalei-me na sala de treinamento, onde já encontravam-se algumas pessoas. Após um primeiro comes e bebes iniciei o tema em questão: a técnica de análise de pontos de função.

O desenrolar do treinamento se deu de maneira bem satisfatória. Claro que minha principal preocupação era se iriam entender-me. Não foi fácil, pois estava dando um treinamento em espanhol, sobre um conteúdo com muitos termos em inglês e, volta e meia escapavam palavras em português.

Uma coisa que impressionou-me bastante foi o alto nível participativo da turma. Eram 45 pessoas entre recursos da empresa e do próprio cliente, no entanto fizeram muitas perguntas e interagiram bastante, diferente dos treinamentos aqui no Brasil. Pode até ser uma característica dessa turma especificamente, mas tenho impressão que é cultural.

Na hora do almoço fui convidado pelo diretor e um gerente a comer em um restaurante italiano, no qual, segundo disseram-me, tinha uma excelente pizza. Fiquei animado, afinal, depois de quatro horas falando, meu estômago já estava desesperado.

Ao chegar no restaurante Italissimo, deparei-me com uma casa antiga e com muitos objetos e decorações antigas, tudo muito arrumado e limpo. Sentamos na mesa e pedimos as bebidas, as quais foram derrubadas pela garçonete adivinhem em quem? Sim, fui agraciado com um pequeno banho de coca-cola. Felizmente molhei-me pouco.

O cardápio, diferente dos restaurantes no Brasil, tinha cerca de uns dez sabores distintos apenas, dos quais escolhi uma de quatro queijos, assim não teria erro. De fato, a pizza era boa, pelo menos no que dizia respeito a massa. Agora, a cobertura, de longe era de uma pizza como conhecemos aqui no Brasil. O queijo era distribuído em punhados no meio da massa, e boa parte da pizza não tinha queijo, mas sim massa e molho de tomate. Ao final, experimentei um licor muito bom, de uma fruta típica, mas com sabor muito parecido com framboesa.

Ao voltar para empresa, continuei na reta final do curso, apresentando o restante dos conceitos e exercícios práticos. Ao final fiquei bastante satisfeito com o resultado, pois percebi que o conteúdo agregou bastante para aquelas pessoas, fora que muitas delas vieram depois agradecer-me.

Saí da empresa com a sensação de dever cumprido, e isso é muito bom. Cheguei no hotel ainda cedo e, como não teria companhia nesta noite, resolvi caminhar e conhecer as redondezas.

Consultei o Foursquare para saber o que havia por perto. Andei por mais de duas horas, fui para um lado, depois para outro, seguindo o fluxo e conhecendo o centro de Santiago. Foi bem legal, conheci muitas lojas e produtos, no entanto nada muito diferente do que temos no centro de São Paulo por exemplo.

Sanduíche de Churrasco com abacateParei para comer no Pátio Central, uma praça de alimentação com várias opções. Acabei escolhendo um restaurante/lanchonete alemã, ao qual era muito bonito e estava bem movimentado, chamado Fritz. Ao aproximar-me, deparei-me com várias opções de lanches e acabei escolhendo um de churrasco. Parecia apetitoso, pena que não foi bem assim. Ao pegar o sanduíche, começou a sair a maionese, mas a mesma era sem gosto e com uma textura diferente, mas não dei muita importância e mordi o mesmo com vontade. Foi aí que fui surpreendido com algo verde. Sim, abacate, lá estava ele novamente!

Foi difícil comer, pois a maionese não tinha sabor, a carne parecia que tinha sido lavada, não havia gosto de nada, o pão estava se desfazendo, além do purê de abacate que estava presente. Resultado: não consegui nem comer tudo.

Depois desta “agradável” e verde companhia resolvi voltar para o hotel, afinal já estava cansado de tanto andar.

La MonedaAo chegar no hotel minha amiga Wanessa recomendou-me que fosse conhecer o centro cultural “La Moneda”, e lá fui eu novamente sair.

O espaço era muito bonito, uma pena as exposições já estarem se encerrando devido ao horário, mas ainda assim valeu a pena.

Voltei para o hotel e fiquei colocando meus e-mails em dia, mensagens no Facebook e conversando com minha esposa Vanessa. Depois fiquei assistindo Karatê Kid em espanhol, até pegar no sono, afinal teria que descansar para o dia seguinte.

Diário de Bordo: Hot-dog com abacate!

O café da manhã do hotel não era dos melhores, mas até que estava razoável. Fui para a empresa logo cedo e comecei a revisar meus e-mails e as pendências que havia acordado no dia anterior. Foquei principalmente no material do treinamento que daria, para assim garantir que estivesse tudo certo.

No almoço fui convidado a acompanhar o Diretor, tendo em vista que já iríamos direto para o cliente, LAN. Almoçamos no Friday’s do Parque Arauco, um Shopping que me pareceu bem bonito, principalmente a parte dos restaurantes. Escolhi uma massa, um fetuccine com frango. Estava muito bom e na sequência experimentei uma sobremesa muito gostosa com um creme que parecia sorvete, pedaços de bolacha e gotas de chocolate. Muito bom!

Depois deste belo almoço, fui para a Torre del Parque I, onde ficava o escritório do cliente. Passei a tarde inteira em reunião e ao sair de lá já era horário de Rush, ou seja, como toda cidade, peguei bastante trânsito até conseguir chegar no hotel.

Ao chegar, consegui falar com minha amiga Carolina Maturana e combinamos de dar uma volta depois que saísse da pós. Aproveitei o tempo, fui dar uma volta e acabei encontrando na alameda que estou um Supermercado (Santa Isabel) e me deparei com Crush e 7Up que não via há muitos anos, além de muitos produtos conhecidos, mas que aqui possuem outros nomes. Como sempre, fiquei passeando no supermercado. Consegui comprar água, e depois parei em uma das lanchonetes (Doggis) para comer um hot-dog. Voltei para o hotel com o mesmo e quando fui comer, uma surpresa… no lugar do purê de batata, havia purê de abacate!!!! Ruim não estava, mas é estranho!

Mais tarde encontrei a Carolina, que levou-me em um barzinho chamado Pub Licity, com Karaokê. O local era muito bonito, muito bem organizado e também muito animado. Ela conhecia todo mundo, inclusive apresentou-me o administrador do local e alguns de seus amigos, tanto os que trabalham, como também os que frequentam o local. Conheci também seu namorado, Rodrigo e descobri que tanto ela, quando ele cantavam e muito bem. Fiquei impressionado com sua voz. Ela cantou uma canção em inglês, e se não estivesse lá diria que era uma cantora profissional. Conversa vai, conversa vem, foi uma noite muito agradável em um local que nunca havia me imaginado, acompanhado também de um saboroso vinho, escolhido por Rodrigo e desta grande amiga que acabei fazendo aqui no Chile.

E, depois de tudo isso, voltei para o hotel e, vencido pelo cansaço, felizmente conseguir dormir.

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