Horizonte de Eventos

Reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais

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A Fringe Event

Olhou para o lado e mirou no semáforo, estava verde para os carros
Decidiu não arriscar-se e aguardar o momento certo de atravessar
Era uma grande avenida, como grande movimento de veículos
Lembrou-se de instantes ao levantar-se, de seu pensamento,
Ligado a um estranho sonho, o qual mal podia lembrar-se com detalhes

Olhou para o outro lado da avenida, também haviam pessoas querendo atravessar
Uns de mochilas, parecendo estudantes a caminhos da escola
Outros com pastas, bem vestidos
Deviam estar indo trabalhar, como ele estava
Mas, para os demais era somente mais um dia
Um dia regular, talvez nada acontecesse, nada mudasse suas vidas
Mas para ele não, só que ele também não sabia disso

realidade1

De repente ouviu um barulho dentro de sua mente
Não podia distinguir ao certo o que era, olhou para o lado
Parecia ser o semáforo, que havia fechado para os veículos, permitindo sua passagem
Ignorou aquela estranha sensação e deu seu primeiro passo em direção ao seu destino, o outro lado daquela avenida

Ao dar o segundo passo, sentiu que algo estava estranho
Viu a imagem da avenida e do mundo a sua volta ficar turva, tremendo
Podia ver como se fossem camadas a sua volta, como se fossem ondas do mar
Um rodamoínho em pleno ar, em plena avenida
Teve a sensação de estar viajando, mas não havia saído do lugar

vortex

Sua, mente sabia que estava atravessando a rua, como os demais que ali estavam
Não havia nada de estranho, mas sentia que algo estava diferente
Sentiu como se tivesse sido golpeado fortemente
Era uma dor em sua cabeça, tão repentina, que não podia explicar
Olhou novamente para o outro lado, em meio a imagem turva e mesmo com dificuldade decidiu continuar andando
Tentou dar outra passada, e quando colocou seu sapato em contato com o asfalto já quente da manhã, tudo sumiu

A sensação estranha, imagens estranhas e dores se foram
Deram lugar a uma sensação de surpresa
Olhou a realidade a sua volta e algo estava errado, podia sentir
A avenida era a mesma, mas estava diferente
Era como se estivesse em seu mundo, no mesmo lugar, mas em algum tipo de realidade alternativa

Claro que ele não sabia disso
Demorou um bom tempo para seu cérebro começasse a juntar as peças do quebra cabeça
Tudo aquilo era, ao mesmo tempo, muito igual e diferente de sua realidade

Quando chegou do outro lado da avenida sua mente havia viajado, sem que ele soubesse, para outra realidade, uma realidade na qual ainda estava vivo.

Ele era importante, só que ainda não sabia disso.
Alguma energia cósmica o havia transportado para esta realidade segundos antes de um grave acidente
Um caminhão de combustível desgovernado havia batido e explodido cerca de quatro quarteirões a sua volta
Mas ele não poderia saber disso, afinal não estavas mais lá, não havia vivenciado o acidente em si

Fringe

Tentou ignorar o que estava sentindo e a estranheza daquele lugar
Achou que estava sonhando e decidiu seguir em frente

Mal sabia o que estava para vir…

Homenagem a cultuada e excelente série de TV Fringe, que deixará saudades.

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O melhor agente secreto de todos os tempos

Nostalgia é uma sensação de saudade, um sentimento que surge do pensamento de não poder mais reviver certos momentos da vida, momentos estes importantes e, que normalmente refletem um pedaço do que nos tornamos. A nostalgia, por mais trise que possa parecer a primeira vista, deve ser encarada como algo bom, pois mostra que crescemos e, mais do que tudo, que aprendemos a valorizar o que é importante na vida, e também àqueles que foram nossos guias, mentores e ídolos.

Momentos bons do passado podem vir a tona a partir de qualquer coisa, uma imagem, uma música, um lugar, um objeto, um cheiro, etc., e neste último final de semana o que me trouxe estes sentimentos foi o agente mais atrapalhado da história da espionagem, Maxuell Smart.

Ao começar a rever o seriado me deparei com a lembrança de meu pai chegando em casa, depois de um longo dia de trabalho, e sentando comigo para assistir o seriado na TV. Era um momento fabuloso, ao qual relembro com muito carinho. Naquele momento, meu pai era mais do que um James Bond, pois era o melhor agente secreto e estava ali, ao meu lado, me explicando as coisas, dando-me as pistas para desvendar as tramas da vida.

Cquote1.png Mas é claro! O velho truque do artigo que fala de um seriado antigo! Cquote2.png

Mas, voltando ao seriado, Get Smart, como é conhecida originalmente, é um seriado fantástico, daqueles que é impossível assistir sem relacionar suas inusitadas situações àquelas que nos deparamos no dia a dia em nossa vida. Quem já não quis ser um agente secreto ou ao menos estar diante de situações decisivas para a história da humanidade? Todos queremos segurar as rédeas da vida, e por que não como um agente secreto?

Criado por Mel Brooks e Buck Henry em 1965, e protagonizada por Don Adams, o seriado abordava temas de espionagem, guerra fria, entre outros, sempre com um ingrediente de reflexão social, inclusive com doses de um tema muito falado nos dias atuais, a sustentabilidade. As consequências dos atos da K.A.O.S. não apenas nos mostravam que o bem prevalece, mas também que sempre, independente da situação, é possível vencer com uma boa dose de humor. O que isso significa? Que devemos levar a vida, as situações cotidianas com humor, por mais séria que ela pareça.

Quem também não pode ser deixado de lado é o “CHEFE” do Controle, este símbolo da hierarquia, responsável pelos mandos e desmandos do pobre Agente 86, era acima de tudo um ser humano, diferentes de muitos psicopatas que nos deparamos hierarquicamente em nossas vidas profissionais e que só o que sabem fazer é nos infernizar. Mas um jargão se mantém até os dias atuais… “Desculpe por isso, chefe!”

Por último, e não menos importante estava a bela Barbara Feldon na pele da Agente 99, par romântico de 86 e peça
chave para a evolução da trama. Ela era fantástica e cativante, porque vivia os conflitos de Smart com a mesma paixão, por mais absurda que a situação  pudesse parecer, em nenhum momento fazia-o de bobo ou desacreditava-o. Quando agia era sempre para um bem maior.

Maxuel Smart era sem sombra de dúvida o melhor agente secreto de todos os tempos, diferente de 007, ele não tinha licença para matar, mas era o que ele mais tentava a cada episódio, nos matar de rir. Destaque também para os dispositivos avançados de alta espionagem, como o “Sapatofone”, o primeiro celular da história, do “Cone do Silêncio”, a arma disfarçada, entre outros.

Cquote1.png Errou por um tantinho assim. Cquote2.png

Os leitores mais novos provavelmente não entenderão nada do que está nas estrelinhas dos parágrafos acima. Sua breve memória fará apenas uma menção à refilmagem de 2008, com  Steve Carell e Anne Hathaway.  Esta versão não é ruim, mas muito fraca se comparado aos episódios medianos da velha guarda. A história não é a mesma e 86 é tratado praticamente como um retardado, incapaz. Enfim, o filme valeu pela lembrança, mas só me fez querer ainda mais rever o original Don Adams na pele do Agente 86.

Cquote1.pngVocê acreditaria se eu dissesse que 10 mil pessoas leram este artigo? Se se fossem 10?Cquote2.png

Músicas com um toque de diversão

Hoje peguei para ouvir a trilha sonora de uma série de televisão que gosto muito, How I Met Your Mother. Foi impressionante como só de ouvir as músicas tantas lembranças tenham vindo a tona.

Mesmo depois de seis temporadas, e já iniciando-se a sétima, foi possível relembrar de episódios específicos, suas situações inusitadas e mais ainda, as minhas lembranças pessoas, as quais relacionei com este ou aquele episódio.

Como qualquer série americana de comédia, é claro que há exageros e situações que para nossa realidade não fazem sentido algum, porém, fui pego por esta série pela leveza do roteiro e, principalmente pela proximidade das situações vividas pelos protagonistas com uma realidade que agrada-me muito, a do relacionamento entre amigos.

Bom, mas o título do post começa com a palavra música, certo? Independentemente de terem assistido a série, tenho certeza que aqueles que gostam de música apreciarão estes álbuns, pois há músicas conhecidas, novas versões, agitadas, românticas e até clássicas. Tem para todos os gostos.

Para quem me conhece bem, sabe o significado que a Música tem para mim, sendo assim, espero que curtam esta dica, e tenham certeza que este tema será muito abordado por aqui.

Claudio Bassani

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