Horizonte de Eventos

Reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais

Tag Archives: Nostalgia

Vislumbre de um sonho

Ele estava dormindo, trilhando o caminho que os anjos lhe indicavam
Sentia-se levado, não tinha controle
A sensação era muito boa, não faria sentido desvencilhar-se
Não havia razão para não ceder à paz que lhe envolvia naquele, que parecia ser um sonho
Por maior que fosse clichê, não podia deixar de notar a névoa a sua volta e a sensação de estar flutuando

Em meio a este sentimento de liberdade e paz, percebeu uma leve brisa passar por seu corpo inerte
Como um sopro repentino

Abriu os olhos com certa dificuldade, mas apreensivo
Perguntou-se o que o teria capturado daquela sensação de paz
Tudo que pôde ver foi um vulto ao longe afastando-se dele
Mal pôde ver sua forma, impossível identificar

Incomodado com a situação, juntou forças para levantar-se
Sentia-se inconformado de ter de deixar aquele transe, mas não conseguia ignorar, sem saber a razão

Ao procurar segui-lo, tentou em vão balbuciar algumas palavras
Queria ser ouvido, estava curioso para saber o que estava acontecendo
Sentia-se como se fisgado por aquela criatura que mal podia identificar
Seria um Anjo? Um Mensageiro? Ou apenas uma ilusão?
Não podia mais conter sua curiosidade

Ao avançar viu-se em um corredor de névoa
Ao fundo pôde enxergar claramente a forma

angelical

Parecia que uma luz vinha de encontro àquele ser, para destaca-lo
Mas não conseguia identificar de onde esta vinha, apenas estava lá, propositalmente para que ele pudesse vê-la
Suas curvas se destacavam, do pescoço aos pés
Sua pele, branca como o leite deixava transparecer sua pureza
Sua nudez era hipnotizante

Ela continuou a caminhar, como se não soubesse que estava sendo observada
Ele seguiu-a, hipnotizado, com aquela beleza ímpar a seus olhos

Ele ainda não fazia ideia de onde estava ou para onde estava indo
Mas em meio a névoa, notou o que parecia ser uma porta a sua esquerda
Não uma porta tradicional, estava mas para um caminho
Uma alternativa àquele corredor que mal conseguia enxergar um fim
Ela entrou, sem dar-lhe qualquer pista de que percebera sua presença

Ao chegar a porta, pode vê-la parada, ainda de costas
O sentimento que vinha a tona não era de desejo, mas de satisfação por estar ali para contemplar aquela beleza

Naquele instante, lentamente ela abaixou-se
Ele, paralisado a porta, pôde sentir cada instante daquele movimento
Como em câmera lenta, como se aquela cena fosse eterna
Pôde contemplar aquele par curvilíneo, perfeito
Como se esculpidos pelo mais perfeccionista dos artistas

Percebeu que ela havia pego algo com suas pequenas e belas mãos
E, ainda abaixada, olhou-o nos olhos abrindo aos poucos, um sorriso inocente e inesquecível

Ainda paralisado, sentiu-se exaurido de sua energia
Pensou que iria, sem forças, deixar-se cair, mas não aconteceu
Sentiu a nevou aumentar, e aquela bela cena começou a sumir
Tentou em vão fixar melhor seu olhar, espantar o que o impedia de contempla-la, mas nada pôde fazer
Conforme aquela imagem se esvaía de sua frente, somente pôde vê-la tentando balbuciar algo

E o pouco que pode entender de seus belos lábios vermelhos foi um sussurro em seu ouvido
“Estou aqui por você” — naquele instante, era somente o que ele precisava ouvir.

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2 anos de Horizonte de Eventos

birthday_2Nesta semana este site completa dois anos de existência e estou muito contente em estar escrevendo, exercitando minha pseudo veia escritora, e propondo reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais.

Não foi fácil e continua não sendo. Manter a periodicidade de publicações é, sem sombra de dúvidas, o maior desafio. Atualmente minha rotina é bem distinta de um escritor e blogueiro, o que faz com que a oportunidade de estar aqui com novos textos ainda mais desafiadora.

Até aqui foram 37 textos com relatos de minhas desventuras, dicas, reflexões sobre situações enfrentadas no dia a dia, homenagens ao mundo do entretenimento, ao qual sou muito fã, textos nonsenses, nerdices em geral, entre outros que, de alguma forma, fizeram-me refletir. E por que não trazer esta mesma reflexão a tona? Como a essência da filosofia, a intensão é para que todos juntos pudéssemos seguir com o exercício do pensar e, com isso melhorarmos nossas atitudes e o mundo que nos cerca, através de nós mesmos.

Como dito em meu primeiro texto, esta continua sendo uma experimentação caro leitor e companheiro, e não tenho pretensão de fazer algo diferente disso. Novidades virão e espero que gostem.

Rumo aos 3 anos!

Sob os trilhos da saudade

“Ói, ói o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem
Ói, ói o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho éon

Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem”

trem3Trem Por definição uma série de vagões puxados por uma locomotiva, sob grandes trilhos de ferro. Uma composição ferroviária, muitas vezes de tamanho colossal, que supõe-se ter sido idealizada em 1681 pelo jesuíta belga Ferdinand Verbiest em Pequim. Em 1769, Joseph Cugnot, militar francês, construiu em Paris uma máquina a vapor para o transporte de munições e após várias tentativas fracassadas, Richard Trevithick, engenheiro inglês, conseguiu em 1804, construir uma locomotiva a vapor que conseguiu puxar cinco vagões com dez toneladas de carga e setenta passageiros à velocidade vertiginosa de 8 km. A partir daí também conhecida popularmente como Maria Fumaça.

“Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?

Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão”

Ahh saudades das viagens de trem… Muito me entristeceu esta semana ver que mais um símbolo da antiga linha férrea está sendo derrubado. O pontilhão que permitia os trens cruzarem a Av. Antônio Emmerich em São Vicente, sentido Estação Ferroviária está sendo derrubado para dar lugar a uma nova estrutura que comportará o VLT (Veículo Leve sob Trilhos). Felizmente é para uma boa causa, o progresso, a modernização, mas ainda assim, este fato não deixa de trazer boas lembranças.

“Ói, olhe o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais
Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso no ar”

Recordo-me como se fosse ontem de minhas férias com meu irmão na casa de meus avós em Pedro de Toledo. Meu avô vinha nos buscar e as 13 horas partíamos com o velho trem de aparência metálica e com seus bancos gastos da extinta estação de Santos rumo a cidade de Registro. A viagem devia levar cerca de 4 horas, uma eternidade para os padrões atuais, mas nem sentíamos esse tempo passar pois além da paisagem maravilhosa, nos deparávamos com várias situações que, para uma criança era uma verdadeira aventura. Conhecíamos pessoas, lanchávamos, acompanhávamos o fiscal conferindo os bilhetes e curtíamos a viagem. Ao chegarmos em nosso destino, lá estava minha avó nos esperando com seu sorriso no rosto e os braços abertos. Beijos e abraços, pegávamos nossas malas e caminhávamos ladeiras abaixo (e acima), acompanhados até chegar em casa pelo pôr do sol sob a natureza que predominava na cidade.

“Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil megatons

Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral”

trem1O tempo passou e linha férrea não existe mais, como também a estação ferroviária de Santos, a de São Vicente e todas as demais que, passávamos acompanhados do alto apito do maquinista, e que nos aguçava a expectativa de estarmos cada vez mais próximos de nosso destino.
O progresso está chegando e as memórias ficando cada vez mais distantes. Sinto por esta realidade não existir mais, o sentimento se foi e nossos descendentes dificilmente poderão entender e até mesmo sentir o que vivemos. Além da nostalgia, ficam as gastas fotos, os grupos de discussão dos amantes dos trens e a bela música composta e maravilhosamente interpretada pelo Rauzito, pêga emprestada para intercalar os modestos e nostálgicos parágrafos deste texto.

Os trilhos, as estações e o pontilhão se vão, mas as lembranças permanecem na esperança de um dia serem revividas.

Lições sobre a vida, o universo e tudo mais

bau_tesouroNossa memória nada mais é do que um velho baú empoeirado. Uns mais outros menos, porém todos nós temos neles diversos itens de grande importância, como lembranças e experiências as quais passamos durante nossa vida e, vez ou outra alguma dessas vem a tona. Foi o que aconteceu na semana passada, quando ouvindo meus amigos do Grande Coisa num bate papo sobre antigos programas de TV, revivi grandes cenas as quais aprendi muito em minha vida. Estou falando do clássico programa “O Mundo de Beakman“.

beakmanO programa era sensacional, apresentado por um meio professor, meio cientista louco, sua assistente e um rato gigante. A descontração era total e o mais importante foi o quanto nós — crianças — aprendemos com esse trio. De perguntas simples às mais complexas, passando por causos da história mundial, da física, da biologia e até de astronomia, além de situações pra lá de bizarras, tudo era respondido e de uma maneira tão simples, que qualquer um podia entender. Ahh se todos os professores fossem como o Beakman!

Aproveitei a deixa e procurei na Internet os capítulos há muito armazenados no grande e velho baú e, para minha surpresa, consegui achar toda a série, e com dublagem original. Não pude resistir e estou a cada dia matando a saudade, capítulo por capítulo.

O mais interessante é que ao assisti-los, mais lembranças vieram a tona. Aos poucos fui lembrando dos grandes mestres que contribuíram para eu eu estar aqui e ser que em sou hoje.

A  lembrança mais remota (e empoeirada) começa no colégio Lobo Vianna, com a professora Salete, do jardim/pré-escola. As memórias do dia a dia são escassas, mas a imagem dela e de seu apoio a este jovem estão lá no fundo. Sei que no início não gostava dela, mas com o tempo ela ganhou a minha simpatia e um lugar no grande baú. Pouco tempo depois foi a professora Beth, da primeira série, um amor de pessoa, com seu grande óculos e seus cabelos louros. Foi difícil saber que tinha passado de ano e teria outra professora.

O tempo passou e do ginásio recordo-me da Eliana, minha professora de língua portuguesa e inglesa, que entendia minha insatisfação e incentivou-me a escrever minha primeira obra, um livro para ensinar inglês a minha maneira. Tenho até hoje o manuscrito. Isa, minha professora de Educação Artística, que tanto me apoiou para que eu desenvolvesse minha aptidão com o lápis, e assim aprimorar meus desenhos. Não foram muitos que sobreviveram ao tempo, mas ainda tenho alguns deles guardados.

Outro destaque da mesma época, e também muito merecido, vai para o professor Alfonso, de história. Este foi um dos grandes responsáveis por minha veia contestadora que levaria-me futuramente ao jornalismo.

Saindo do foco escola, posso lembrar-me também do Sensei Marcelo Yonamine e Sensei Mauri, que me ensinaram a canalizar minhas energias, formando meu corpo na filosofia das artes marciais através do karatê.

No colegial tive o prazer de ter aula com Antônio Menezes de Oliveira. Esse sim era um mestre de verdade, como poucos o são hoje em dia. Era rígido dentro da sala de aula. Seu nível de exigência para com seus alunos era o mais alto possível. Tratava-nos como adultos conscientes das consequências de nossos atos. Era um exemplo em si. Seus ensinamentos iam muito além da língua e literatura portuguesa, eram ensinamentos para vida, para reforçar nosso caráter. Este foi meu grande incentivador a continuar meus estudos, alçando vôo na Universidade.  Um dos maiores prazeres que tive foi, após passar no vestibular (coisa que na minha época era difícil e um feito de poucos), voltar à escola e agradece-lo, bem como ao professor Alfonso pelo apoio. Lembro claramente do sentimento de orgulho em ambos. Uma energia extremamente positiva que dava-me ainda mais forças para seguir em frente, e a qual nunca poderei esquecer.

Não posso deixar de agradecer também as professoras Vera (Matemática/Física) e Lídia (inglês), também conhecida entre os alunos como “bolinho”, por terem tido “paciência” de aguentar minhas contestações e sede por conhecimentos. Naquele momento eu queria alçar vôos ainda maiores, porém elas não estavam preparadas para isso e não puderam entender. Paciência… ainda assim as agradeço.

No meio do caminho conheci a professora Leila, no curso de inglês que fazia. O mais interessante é que o melhor do curso não eram as aulas de inglês, mas nossas conversas após a aula, sobre política, literatura e ciência. Ela foi a responsável por me ajudar a transitar da literatura infanto-juvenil à literatura adulta, apresentando novos segmentos de leitura. Cristiane F., A Revolução dos Bichos, 1984, Admirável Mundo Novo foram alguns dos livros que esta professora me apresentou, e que até hoje estão entre meus Top 10.

como-solicitar-becas-estudios-L-5rY0W1Ahhh a Universidade! Na falta de um curso universitário, fiz dois, mas poucos professores destacaram-se tanto quanto Gerson Moreira Linha, responsável por apresentar a magia do jornalismo, Dirceu Lopes, responsável por quebrar a magia do jornalismo e apresentar-nos a realidade, Tadeu Nascimento por nos mostrar uma nova forma de ver o mundo e representá-lo através da arte da fotografia, Claudio Lemos, meu querido xará, que incentivou-me na arte do design e diagramação, fundamentais para minha carreira. Paulo Cândido meu caro orientador e amigo, que me apoiou mesmo quando todos estavam contra. Ao final e não menos importante está Walter Lima, meu maior incentivador a avançar pelo desconhecido, aguçando minha percepção para as novas tecnologias e suas possibilidades. Se hoje a tecnologia paga o pão nosso de cada dia, esse cara é o responsável. Obrigado.

Depois da Universidade, fiz diversos cursos e agradeço pelo conhecimento adquirido, porém nenhum destacou-se como meu curso intensivo de língua espanhola. Paulo Della Rosa Junior, este querido professor destacou-se por ser diferente, por propor um forma diferente de aprender, na prática, além de apoiar-me em um momento de pressão que eu estava passando. Precisava aprender rapidamente e ele não apenas entendeu minha necessidade, como teve o cuidado de me apresentar os bastidores da língua e seus praticantes, dicas as quais nunca esqueci, e que por diversas vezes foram o meu diferencial, tudo isso em 3,5 meses. Fico imensamente grato, pois graças a ele consegui até ministrar um curso inteiramente em espanhol no Chile.

Não tão importantes quanto os de carne e osso, mas grandes mestres da TV, literatura e sétima arte também têm um espaço reservado no baú: Mestre Yoda, Sr. Miyagi, Professor Girafales, Prof. Dumbledore, Prof.  Henry ‘Indiana’ Jones Jr, Prof. Xavier, Professora Helena, Professor Pardal, Professor Tibúrcio, entre muito outros.

Assim, termino aqui agradecendo mais uma vez a todos os mestres citados e aos não citados, pois foram responsáveis por quem sou hoje. E você, quem são seus mestres?

O último desafio: reconhecermos a nós mesmos

ultimoNo último final de semana assisti ao filme O Último Desafio, com o exterminador,  Arnold Schwarzenegger e, apesar das muitas críticas, achei um filme muito bom.

Quando comecei este blog um dos primeiros artigos que escrevi foi sobre o tempo (Tempo… tempo mano velho…), e esse tem sido um tema recorrente em minhas reflexões. Não para menos, afinal sou fascinado por ele, seja pela admiração ao passado ou vislumbre ao futuro vindouro.

redAssim, este filme, junto a alguns outros, como o excelente RED, fizeram-me refletir não apenas ao passado, o que fiz, ou deixei de fazer em minha vida, mas em como este passado me fez chegar neste presente, e que este é de fato o momento mais importante.

Ver um brutamontes caindo, sentindo dor e reclamando que está velho nos mostra que não importa o que fizemos e o quanto sacrificamos, pois em algum momento teremos que pagar esse investimento e aprender a lidar com uma nova fase em nossas vidas. Uma fase mais calma, sem extravagâncias, sem correrias, uma fase de paz consigo e com a natureza do mundo a nossa volta.

Não é para menos que aquela “saúde de ferro” nos abandone em algum momento, afinal, o quanto nós a deixamos de lado nos últimos anos? O quanto deixamos passar em prol de algo que nem sabíamos se valeria a pena?

A mim cabe agora restabelecer o equilíbrio, tendo em mente que o mundo mudou, eu mudei, tenho limitações e respeitando isso acima de tudo.

Novas vozes, novos amigos

Certo dia estava no ônibus voltando para casa. A viagem era longa. Na época trabalhava no Centro de São Paulo e, como era comum na época, estava eu tentando ler meu livro. Era um livro técnico, sobre metodologias de TI e algo começou a incomodar-me.
Um colega de fretado, Marcos, estava com fone de ouvido, e não parava de rir, cada vez mais alto.
No começo, pensei que era algo isolado, mas com o tempo aquilo começou a incomodar-me. Podia ter chamado o coordenador, reclamado com Marcos, xingado… mas fiquei na minha, em prol da educação e convívio em comunidade.
podcastDias se passaram e, em uma conversa com Marcos, o mesmo me falou que estava ouvindo um podcast muito legal, e que eu provavelmente também iria curtir.
Perguntei-lhe que raios era “Podcast”? Teria alguma coisa a ver com iPod? E foi assim que fui apresentado para meu primeiro Podcast, o Nerdcast.
Para quem não sabe, podcast são programas gravados, como se fosse um programa de rádio, mas que encontram-se disponíveis em MP3, permitindo que se baixe gratuitamente e ouça a qualquer momento.
Aceitei a indicação e baixei meu primeiro Nerdcast, episódio 28a, com a temática da série Lost. Coloquei o arquivo no meu celular e fui ouvir no metrô. Como Marcos, não conseguia ouvir sem cair na gargalhada.

nerdinho

O episódio foi muito bom e engraçado, o que levou-me a baixar os episódios anteriores, e os novos a cada semana, toda sexta-feira, sempre com um tema novo, mas excelentemente abordado. A cada semana que passava fui envolvendo-me cada vez mais com os personagens Jovem Nerd, Azaghal, entre outros. Para minha surpresa, conhecia pessoalmente um dos personagens, o Tucano, pois havíamos trabalhado juntos.
Depois do NerdCast, comecei a baixar o podcast do site LostBrasil, focado em reviwes dos episódios da série, depois o RapaduraCast, especializado em Cinema. Por um tempo consegui contentar-me com esses, mas pouco tempo depois fui apresentado pela turma do NerdCast ao MonaCast e MRG (Matando Robos Gigantes), e também aos de tecnologia PapoTech e Podsemfio, com participação da simpática Bia Kunze.

Hoje divirto-me muito com essas turmas e, em alguns casos sinto-me também parte delas, como se os conhecesse há anos, pois são meus companheiros de viagem diariamente. A cada novo programa meu celular já baixa automaticamente, e lá está… diversão e informação garantida!

Agradeço a Marcos por ter me apresentado esses programas e as equipes que se reúnem para entreter os ouvintes, sejam nas discussões ou na parte técnica.

Para os interessados em entrar nesta onda, listo abaixo outros programas que tenho acompanhado também:

  • CocaTech
  • Fronteiras da Ciência
  • Guanabara.info
  • Iradex
  • Papo de Gordo
  • Radiofobia
  • Semana Tech Info
  • SpinOff TV Séries

Reflexão sobre a mesmice

Muitas vezes nos deparamos reclamando sobre a mesmice do dia a dia, mas será que nos damos conta que mudanças, as vezes,  podem não ser tão boas assim?

Refiro-me aqui não àquelas mudanças as quais nos faz crescer  seja pessoal ou profissionalmente, mas aquelas que são intrínsecas ao viver a vida, ou melhor, aos riscos que estão a nossa volta, e que podem afetar nossa vida para sempre.

Exemplos dessa situação é a violência que está a nossa volta, com massacres diários, sequestros e mortes. Onde vamos parar?

Não são poucas as vezes que deparo-me com pessoas reclamado que nada de bom aconteceu em seus dias, mas será que paramos para refletir que é melhor não ter acontecido nada, a algo ruim?

As vezes a vida nos prega sustos, e são a estes que devemos dar atenção. São eles que, não apenas nos fazem ficarmos mais alertas, mas que nos fazem valorizar mais cada momento, cada pessoa… valorizar a vida em si.

Nostalgias sobre o caminho trilhado

Ontem estava arrumando minhas coisas e deparei-me com um grande sentimento de nostalgia. Estava revendo algumas coisas da época de escola e faculdade, organizando a bagunça. O mais impressionante é que ao pegar cada uma das folhas, com anotações, textos e desenhos, meu cérebro era bombardeado com um turbilhão de lembranças.

Acima de tudo lembranças dos passos que me levaram a chegar onde estou hoje. Há alguns anos o jovem Claudio estava construindo suas idéias e valores, que ainda estão aqui, mas hoje acredito ser uma pessoa muito diferente do que aquele jovem poderia imaginar. Não que seja melhor ou pior, não é isso, acredito sempre na balança, e que em algumas coisas me saí muito melhor e em algumas outras nem tanto. Claro que muitas dessas idéias e objetivos hoje, olhando para trás, vejo que teriam sido em vão. A experiência traz esta consciência da realidade, mas nem sempre é fácil. E não foi.

Vi e revi muitas cenas as quais hoje faria diferente, discussões que deixaria de lado, algumas palavras que evitaria proferir, e tantas outras que deveria ter tido a audácia de falar. Não me arrependo do que fiz e de onde cheguei, mas sinto um pouco de falta daquele sentimento de poder que sentia em minhas veias para mudar o mundo.

Após esta reflexão sei que preciso reviver parte de mim que encontra-se adormecida, levantar a cabeça e lutar com mais garra naquilo que acredito.

Hoje lembro com carinho das pessoas que ficaram para trás e afirmo que todas foram importantíssimas em minha vida, e hoje sou grato a elas pois ajudaram a moldar o que sou hoje, principalmente minha família. Obrigado a todos.

O melhor agente secreto de todos os tempos

Nostalgia é uma sensação de saudade, um sentimento que surge do pensamento de não poder mais reviver certos momentos da vida, momentos estes importantes e, que normalmente refletem um pedaço do que nos tornamos. A nostalgia, por mais trise que possa parecer a primeira vista, deve ser encarada como algo bom, pois mostra que crescemos e, mais do que tudo, que aprendemos a valorizar o que é importante na vida, e também àqueles que foram nossos guias, mentores e ídolos.

Momentos bons do passado podem vir a tona a partir de qualquer coisa, uma imagem, uma música, um lugar, um objeto, um cheiro, etc., e neste último final de semana o que me trouxe estes sentimentos foi o agente mais atrapalhado da história da espionagem, Maxuell Smart.

Ao começar a rever o seriado me deparei com a lembrança de meu pai chegando em casa, depois de um longo dia de trabalho, e sentando comigo para assistir o seriado na TV. Era um momento fabuloso, ao qual relembro com muito carinho. Naquele momento, meu pai era mais do que um James Bond, pois era o melhor agente secreto e estava ali, ao meu lado, me explicando as coisas, dando-me as pistas para desvendar as tramas da vida.

Cquote1.png Mas é claro! O velho truque do artigo que fala de um seriado antigo! Cquote2.png

Mas, voltando ao seriado, Get Smart, como é conhecida originalmente, é um seriado fantástico, daqueles que é impossível assistir sem relacionar suas inusitadas situações àquelas que nos deparamos no dia a dia em nossa vida. Quem já não quis ser um agente secreto ou ao menos estar diante de situações decisivas para a história da humanidade? Todos queremos segurar as rédeas da vida, e por que não como um agente secreto?

Criado por Mel Brooks e Buck Henry em 1965, e protagonizada por Don Adams, o seriado abordava temas de espionagem, guerra fria, entre outros, sempre com um ingrediente de reflexão social, inclusive com doses de um tema muito falado nos dias atuais, a sustentabilidade. As consequências dos atos da K.A.O.S. não apenas nos mostravam que o bem prevalece, mas também que sempre, independente da situação, é possível vencer com uma boa dose de humor. O que isso significa? Que devemos levar a vida, as situações cotidianas com humor, por mais séria que ela pareça.

Quem também não pode ser deixado de lado é o “CHEFE” do Controle, este símbolo da hierarquia, responsável pelos mandos e desmandos do pobre Agente 86, era acima de tudo um ser humano, diferentes de muitos psicopatas que nos deparamos hierarquicamente em nossas vidas profissionais e que só o que sabem fazer é nos infernizar. Mas um jargão se mantém até os dias atuais… “Desculpe por isso, chefe!”

Por último, e não menos importante estava a bela Barbara Feldon na pele da Agente 99, par romântico de 86 e peça
chave para a evolução da trama. Ela era fantástica e cativante, porque vivia os conflitos de Smart com a mesma paixão, por mais absurda que a situação  pudesse parecer, em nenhum momento fazia-o de bobo ou desacreditava-o. Quando agia era sempre para um bem maior.

Maxuel Smart era sem sombra de dúvida o melhor agente secreto de todos os tempos, diferente de 007, ele não tinha licença para matar, mas era o que ele mais tentava a cada episódio, nos matar de rir. Destaque também para os dispositivos avançados de alta espionagem, como o “Sapatofone”, o primeiro celular da história, do “Cone do Silêncio”, a arma disfarçada, entre outros.

Cquote1.png Errou por um tantinho assim. Cquote2.png

Os leitores mais novos provavelmente não entenderão nada do que está nas estrelinhas dos parágrafos acima. Sua breve memória fará apenas uma menção à refilmagem de 2008, com  Steve Carell e Anne Hathaway.  Esta versão não é ruim, mas muito fraca se comparado aos episódios medianos da velha guarda. A história não é a mesma e 86 é tratado praticamente como um retardado, incapaz. Enfim, o filme valeu pela lembrança, mas só me fez querer ainda mais rever o original Don Adams na pele do Agente 86.

Cquote1.pngVocê acreditaria se eu dissesse que 10 mil pessoas leram este artigo? Se se fossem 10?Cquote2.png

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