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Tag Archives: Memórias

Reflexão sobre a mesmice

Muitas vezes nos deparamos reclamando sobre a mesmice do dia a dia, mas será que nos damos conta que mudanças, as vezes,  podem não ser tão boas assim?

Refiro-me aqui não àquelas mudanças as quais nos faz crescer  seja pessoal ou profissionalmente, mas aquelas que são intrínsecas ao viver a vida, ou melhor, aos riscos que estão a nossa volta, e que podem afetar nossa vida para sempre.

Exemplos dessa situação é a violência que está a nossa volta, com massacres diários, sequestros e mortes. Onde vamos parar?

Não são poucas as vezes que deparo-me com pessoas reclamado que nada de bom aconteceu em seus dias, mas será que paramos para refletir que é melhor não ter acontecido nada, a algo ruim?

As vezes a vida nos prega sustos, e são a estes que devemos dar atenção. São eles que, não apenas nos fazem ficarmos mais alertas, mas que nos fazem valorizar mais cada momento, cada pessoa… valorizar a vida em si.

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Mais uma etapa…

E lá se foi mais uma passagem em minha vida… um momento que não voltará, exceto na lembrança.

Não, não estou arrependido, pelo contrário, tenho certeza que aprendi bastante com os desafios que a vida proporcionou-me neste período um tanto quanto “curioso”, mas como já dizia o arquiteto no filme Matrix, “Tudo que tem um começo, tem um fim”.

O tempo passou, foram quase cinco anos de intensa batalhas, esgueirando-me nas trincheiras da insanidade, buscando uma luz, algo que fosse trazer-me a tona em uma realidade de incontestável conforto, mas infelizmente não aconteceu. Claro que a perfeição é a fantasia que nossa mente insiste ressaltar, colocando-nos frente a frente, sem que ao menos nos diga como alcança-la, mas será que deveríamos realmente alcançá-la? Será que não o fizemos, e apenas não nos demos conta?

Refletindo sobre isso, recordo-me de meus pais dizendo que tudo tem um motivo para estar acontecendo, e realmente acredito nisso, portanto, agradeço o quanto cresci profissionalmente e pessoalmente, graças a esses desafios. Não há aprendizado melhor do que aquele que nos faz crescer, mesmo que no momento apresente-se como algo não tão bom quanto gostaríamos.

Nostalgias sobre o caminho trilhado

Ontem estava arrumando minhas coisas e deparei-me com um grande sentimento de nostalgia. Estava revendo algumas coisas da época de escola e faculdade, organizando a bagunça. O mais impressionante é que ao pegar cada uma das folhas, com anotações, textos e desenhos, meu cérebro era bombardeado com um turbilhão de lembranças.

Acima de tudo lembranças dos passos que me levaram a chegar onde estou hoje. Há alguns anos o jovem Claudio estava construindo suas idéias e valores, que ainda estão aqui, mas hoje acredito ser uma pessoa muito diferente do que aquele jovem poderia imaginar. Não que seja melhor ou pior, não é isso, acredito sempre na balança, e que em algumas coisas me saí muito melhor e em algumas outras nem tanto. Claro que muitas dessas idéias e objetivos hoje, olhando para trás, vejo que teriam sido em vão. A experiência traz esta consciência da realidade, mas nem sempre é fácil. E não foi.

Vi e revi muitas cenas as quais hoje faria diferente, discussões que deixaria de lado, algumas palavras que evitaria proferir, e tantas outras que deveria ter tido a audácia de falar. Não me arrependo do que fiz e de onde cheguei, mas sinto um pouco de falta daquele sentimento de poder que sentia em minhas veias para mudar o mundo.

Após esta reflexão sei que preciso reviver parte de mim que encontra-se adormecida, levantar a cabeça e lutar com mais garra naquilo que acredito.

Hoje lembro com carinho das pessoas que ficaram para trás e afirmo que todas foram importantíssimas em minha vida, e hoje sou grato a elas pois ajudaram a moldar o que sou hoje, principalmente minha família. Obrigado a todos.

Diário de Bordo: O grande dia com mais abacate

Depois de dois dias de preparação, ajustes e alinhamento, iniciava-se o grande dia. Digo grande, não por esperar algo grandioso, mas por ser a razão de eu estar ali.

Levantei cedo, tomei meu café da manhã e dirigi-me ao escritório. Ao chegar lá, instalei-me na sala de treinamento, onde já encontravam-se algumas pessoas. Após um primeiro comes e bebes iniciei o tema em questão: a técnica de análise de pontos de função.

O desenrolar do treinamento se deu de maneira bem satisfatória. Claro que minha principal preocupação era se iriam entender-me. Não foi fácil, pois estava dando um treinamento em espanhol, sobre um conteúdo com muitos termos em inglês e, volta e meia escapavam palavras em português.

Uma coisa que impressionou-me bastante foi o alto nível participativo da turma. Eram 45 pessoas entre recursos da empresa e do próprio cliente, no entanto fizeram muitas perguntas e interagiram bastante, diferente dos treinamentos aqui no Brasil. Pode até ser uma característica dessa turma especificamente, mas tenho impressão que é cultural.

Na hora do almoço fui convidado pelo diretor e um gerente a comer em um restaurante italiano, no qual, segundo disseram-me, tinha uma excelente pizza. Fiquei animado, afinal, depois de quatro horas falando, meu estômago já estava desesperado.

Ao chegar no restaurante Italissimo, deparei-me com uma casa antiga e com muitos objetos e decorações antigas, tudo muito arrumado e limpo. Sentamos na mesa e pedimos as bebidas, as quais foram derrubadas pela garçonete adivinhem em quem? Sim, fui agraciado com um pequeno banho de coca-cola. Felizmente molhei-me pouco.

O cardápio, diferente dos restaurantes no Brasil, tinha cerca de uns dez sabores distintos apenas, dos quais escolhi uma de quatro queijos, assim não teria erro. De fato, a pizza era boa, pelo menos no que dizia respeito a massa. Agora, a cobertura, de longe era de uma pizza como conhecemos aqui no Brasil. O queijo era distribuído em punhados no meio da massa, e boa parte da pizza não tinha queijo, mas sim massa e molho de tomate. Ao final, experimentei um licor muito bom, de uma fruta típica, mas com sabor muito parecido com framboesa.

Ao voltar para empresa, continuei na reta final do curso, apresentando o restante dos conceitos e exercícios práticos. Ao final fiquei bastante satisfeito com o resultado, pois percebi que o conteúdo agregou bastante para aquelas pessoas, fora que muitas delas vieram depois agradecer-me.

Saí da empresa com a sensação de dever cumprido, e isso é muito bom. Cheguei no hotel ainda cedo e, como não teria companhia nesta noite, resolvi caminhar e conhecer as redondezas.

Consultei o Foursquare para saber o que havia por perto. Andei por mais de duas horas, fui para um lado, depois para outro, seguindo o fluxo e conhecendo o centro de Santiago. Foi bem legal, conheci muitas lojas e produtos, no entanto nada muito diferente do que temos no centro de São Paulo por exemplo.

Sanduíche de Churrasco com abacateParei para comer no Pátio Central, uma praça de alimentação com várias opções. Acabei escolhendo um restaurante/lanchonete alemã, ao qual era muito bonito e estava bem movimentado, chamado Fritz. Ao aproximar-me, deparei-me com várias opções de lanches e acabei escolhendo um de churrasco. Parecia apetitoso, pena que não foi bem assim. Ao pegar o sanduíche, começou a sair a maionese, mas a mesma era sem gosto e com uma textura diferente, mas não dei muita importância e mordi o mesmo com vontade. Foi aí que fui surpreendido com algo verde. Sim, abacate, lá estava ele novamente!

Foi difícil comer, pois a maionese não tinha sabor, a carne parecia que tinha sido lavada, não havia gosto de nada, o pão estava se desfazendo, além do purê de abacate que estava presente. Resultado: não consegui nem comer tudo.

Depois desta “agradável” e verde companhia resolvi voltar para o hotel, afinal já estava cansado de tanto andar.

La MonedaAo chegar no hotel minha amiga Wanessa recomendou-me que fosse conhecer o centro cultural “La Moneda”, e lá fui eu novamente sair.

O espaço era muito bonito, uma pena as exposições já estarem se encerrando devido ao horário, mas ainda assim valeu a pena.

Voltei para o hotel e fiquei colocando meus e-mails em dia, mensagens no Facebook e conversando com minha esposa Vanessa. Depois fiquei assistindo Karatê Kid em espanhol, até pegar no sono, afinal teria que descansar para o dia seguinte.

Diário de Bordo: Hot-dog com abacate!

O café da manhã do hotel não era dos melhores, mas até que estava razoável. Fui para a empresa logo cedo e comecei a revisar meus e-mails e as pendências que havia acordado no dia anterior. Foquei principalmente no material do treinamento que daria, para assim garantir que estivesse tudo certo.

No almoço fui convidado a acompanhar o Diretor, tendo em vista que já iríamos direto para o cliente, LAN. Almoçamos no Friday’s do Parque Arauco, um Shopping que me pareceu bem bonito, principalmente a parte dos restaurantes. Escolhi uma massa, um fetuccine com frango. Estava muito bom e na sequência experimentei uma sobremesa muito gostosa com um creme que parecia sorvete, pedaços de bolacha e gotas de chocolate. Muito bom!

Depois deste belo almoço, fui para a Torre del Parque I, onde ficava o escritório do cliente. Passei a tarde inteira em reunião e ao sair de lá já era horário de Rush, ou seja, como toda cidade, peguei bastante trânsito até conseguir chegar no hotel.

Ao chegar, consegui falar com minha amiga Carolina Maturana e combinamos de dar uma volta depois que saísse da pós. Aproveitei o tempo, fui dar uma volta e acabei encontrando na alameda que estou um Supermercado (Santa Isabel) e me deparei com Crush e 7Up que não via há muitos anos, além de muitos produtos conhecidos, mas que aqui possuem outros nomes. Como sempre, fiquei passeando no supermercado. Consegui comprar água, e depois parei em uma das lanchonetes (Doggis) para comer um hot-dog. Voltei para o hotel com o mesmo e quando fui comer, uma surpresa… no lugar do purê de batata, havia purê de abacate!!!! Ruim não estava, mas é estranho!

Mais tarde encontrei a Carolina, que levou-me em um barzinho chamado Pub Licity, com Karaokê. O local era muito bonito, muito bem organizado e também muito animado. Ela conhecia todo mundo, inclusive apresentou-me o administrador do local e alguns de seus amigos, tanto os que trabalham, como também os que frequentam o local. Conheci também seu namorado, Rodrigo e descobri que tanto ela, quando ele cantavam e muito bem. Fiquei impressionado com sua voz. Ela cantou uma canção em inglês, e se não estivesse lá diria que era uma cantora profissional. Conversa vai, conversa vem, foi uma noite muito agradável em um local que nunca havia me imaginado, acompanhado também de um saboroso vinho, escolhido por Rodrigo e desta grande amiga que acabei fazendo aqui no Chile.

E, depois de tudo isso, voltei para o hotel e, vencido pelo cansaço, felizmente conseguir dormir.

O melhor agente secreto de todos os tempos

Nostalgia é uma sensação de saudade, um sentimento que surge do pensamento de não poder mais reviver certos momentos da vida, momentos estes importantes e, que normalmente refletem um pedaço do que nos tornamos. A nostalgia, por mais trise que possa parecer a primeira vista, deve ser encarada como algo bom, pois mostra que crescemos e, mais do que tudo, que aprendemos a valorizar o que é importante na vida, e também àqueles que foram nossos guias, mentores e ídolos.

Momentos bons do passado podem vir a tona a partir de qualquer coisa, uma imagem, uma música, um lugar, um objeto, um cheiro, etc., e neste último final de semana o que me trouxe estes sentimentos foi o agente mais atrapalhado da história da espionagem, Maxuell Smart.

Ao começar a rever o seriado me deparei com a lembrança de meu pai chegando em casa, depois de um longo dia de trabalho, e sentando comigo para assistir o seriado na TV. Era um momento fabuloso, ao qual relembro com muito carinho. Naquele momento, meu pai era mais do que um James Bond, pois era o melhor agente secreto e estava ali, ao meu lado, me explicando as coisas, dando-me as pistas para desvendar as tramas da vida.

Cquote1.png Mas é claro! O velho truque do artigo que fala de um seriado antigo! Cquote2.png

Mas, voltando ao seriado, Get Smart, como é conhecida originalmente, é um seriado fantástico, daqueles que é impossível assistir sem relacionar suas inusitadas situações àquelas que nos deparamos no dia a dia em nossa vida. Quem já não quis ser um agente secreto ou ao menos estar diante de situações decisivas para a história da humanidade? Todos queremos segurar as rédeas da vida, e por que não como um agente secreto?

Criado por Mel Brooks e Buck Henry em 1965, e protagonizada por Don Adams, o seriado abordava temas de espionagem, guerra fria, entre outros, sempre com um ingrediente de reflexão social, inclusive com doses de um tema muito falado nos dias atuais, a sustentabilidade. As consequências dos atos da K.A.O.S. não apenas nos mostravam que o bem prevalece, mas também que sempre, independente da situação, é possível vencer com uma boa dose de humor. O que isso significa? Que devemos levar a vida, as situações cotidianas com humor, por mais séria que ela pareça.

Quem também não pode ser deixado de lado é o “CHEFE” do Controle, este símbolo da hierarquia, responsável pelos mandos e desmandos do pobre Agente 86, era acima de tudo um ser humano, diferentes de muitos psicopatas que nos deparamos hierarquicamente em nossas vidas profissionais e que só o que sabem fazer é nos infernizar. Mas um jargão se mantém até os dias atuais… “Desculpe por isso, chefe!”

Por último, e não menos importante estava a bela Barbara Feldon na pele da Agente 99, par romântico de 86 e peça
chave para a evolução da trama. Ela era fantástica e cativante, porque vivia os conflitos de Smart com a mesma paixão, por mais absurda que a situação  pudesse parecer, em nenhum momento fazia-o de bobo ou desacreditava-o. Quando agia era sempre para um bem maior.

Maxuel Smart era sem sombra de dúvida o melhor agente secreto de todos os tempos, diferente de 007, ele não tinha licença para matar, mas era o que ele mais tentava a cada episódio, nos matar de rir. Destaque também para os dispositivos avançados de alta espionagem, como o “Sapatofone”, o primeiro celular da história, do “Cone do Silêncio”, a arma disfarçada, entre outros.

Cquote1.png Errou por um tantinho assim. Cquote2.png

Os leitores mais novos provavelmente não entenderão nada do que está nas estrelinhas dos parágrafos acima. Sua breve memória fará apenas uma menção à refilmagem de 2008, com  Steve Carell e Anne Hathaway.  Esta versão não é ruim, mas muito fraca se comparado aos episódios medianos da velha guarda. A história não é a mesma e 86 é tratado praticamente como um retardado, incapaz. Enfim, o filme valeu pela lembrança, mas só me fez querer ainda mais rever o original Don Adams na pele do Agente 86.

Cquote1.pngVocê acreditaria se eu dissesse que 10 mil pessoas leram este artigo? Se se fossem 10?Cquote2.png

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