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Reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais

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Comprometidos com o umbigo

Desde crianças somos condicionados a pensarmos mais em nós mesmos e a sociabilização fica em segundo plano. Um exemplo é que desde a pré-escola, cada um com seu lanche, cada um recebe uma nota e é elogiado ou reprimido por ela, mas dificilmente somos direcionados para competências e atitudes que se voltam para aqueles que estão a nossa volta. É difícil pensar no outro.

camiseta_euO tempo passa e crescemos, vamos para escola, depois faculdade e o olhar para si se fortalece cada vez mais. Não que eu acredite que isso é errado, mas que falta o equilíbrio. Uma pessoa que completa o ensino superior possui em média 24 anos. Ou seja, são 24 anos sendo condicionados a pensar em si contra o mundo ao seu redor.

Sim, o mundo é cruel, eu sei, mas o que acontece quando esta pessoa entra no mundo corporativo? O mesmo, dedica-se a carreira acima de tudo, ou seja, seu crescimento profissional tem que ser sempre maior que o dos demais, e em muitos casos nem que tenham que passar por cima de outros para isso. E muitas empresas valorizam este tipo de atitude, o que é lamentável. Onde estão os valores? Infelizmente, estão perdendo-se com o tempo.

Claro que o o modelo de departamentalização pregado por Ford, que nos foi muito útil no passado e presente até hoje nas corporações, contribui significativamente para este cenário. As empresas não se comportam como foram concebidas, com objetivo único e no qual todos seguem na mesma direção, mas pelo contrário, cada departamento tem seu próprio processo, que não se conversa com os demais, cada departamento é mais importante que o outro, não importando a relevância deste para o negócio da companhia, e por consequência, cada empregado é mais importante para si que os demais. Engraçado que muitas empresas atualmente preferem chamá-los de colaboradores, mas onde estaria de fato a colaboração?

No mundo atual, onde se prega a sustentabilidade, e no qual as redes sociais estão cada vez mais presentes, será que ainda cabe espaço para esse tipo de atitude individualista? A meu ver não, porém esta característica presente no homem moderno está tão enraizada, que acho muito difícil que grandes mudanças ocorram nos próximos 10 ou 20 anos. Mas é claro que a dona esperança é a última que morre.

A meu redor, procuro sempre compartilhar conhecimento e, sempre que possível, a experiência adquirida, mas não é fácil lutar contra a maré. Pensar e agir em prol daquilo que agrega valor, seja em qual segmento for, enquanto os demais estão pensando e agindo somente dentro de suas devidas caixas, tem se mostrado um imenso desafio, talvez o maior neste mundo moderno.

Reflexão sobre a mesmice

Muitas vezes nos deparamos reclamando sobre a mesmice do dia a dia, mas será que nos damos conta que mudanças, as vezes,  podem não ser tão boas assim?

Refiro-me aqui não àquelas mudanças as quais nos faz crescer  seja pessoal ou profissionalmente, mas aquelas que são intrínsecas ao viver a vida, ou melhor, aos riscos que estão a nossa volta, e que podem afetar nossa vida para sempre.

Exemplos dessa situação é a violência que está a nossa volta, com massacres diários, sequestros e mortes. Onde vamos parar?

Não são poucas as vezes que deparo-me com pessoas reclamado que nada de bom aconteceu em seus dias, mas será que paramos para refletir que é melhor não ter acontecido nada, a algo ruim?

As vezes a vida nos prega sustos, e são a estes que devemos dar atenção. São eles que, não apenas nos fazem ficarmos mais alertas, mas que nos fazem valorizar mais cada momento, cada pessoa… valorizar a vida em si.

Mais uma etapa…

E lá se foi mais uma passagem em minha vida… um momento que não voltará, exceto na lembrança.

Não, não estou arrependido, pelo contrário, tenho certeza que aprendi bastante com os desafios que a vida proporcionou-me neste período um tanto quanto “curioso”, mas como já dizia o arquiteto no filme Matrix, “Tudo que tem um começo, tem um fim”.

O tempo passou, foram quase cinco anos de intensa batalhas, esgueirando-me nas trincheiras da insanidade, buscando uma luz, algo que fosse trazer-me a tona em uma realidade de incontestável conforto, mas infelizmente não aconteceu. Claro que a perfeição é a fantasia que nossa mente insiste ressaltar, colocando-nos frente a frente, sem que ao menos nos diga como alcança-la, mas será que deveríamos realmente alcançá-la? Será que não o fizemos, e apenas não nos demos conta?

Refletindo sobre isso, recordo-me de meus pais dizendo que tudo tem um motivo para estar acontecendo, e realmente acredito nisso, portanto, agradeço o quanto cresci profissionalmente e pessoalmente, graças a esses desafios. Não há aprendizado melhor do que aquele que nos faz crescer, mesmo que no momento apresente-se como algo não tão bom quanto gostaríamos.

Nostalgias sobre o caminho trilhado

Ontem estava arrumando minhas coisas e deparei-me com um grande sentimento de nostalgia. Estava revendo algumas coisas da época de escola e faculdade, organizando a bagunça. O mais impressionante é que ao pegar cada uma das folhas, com anotações, textos e desenhos, meu cérebro era bombardeado com um turbilhão de lembranças.

Acima de tudo lembranças dos passos que me levaram a chegar onde estou hoje. Há alguns anos o jovem Claudio estava construindo suas idéias e valores, que ainda estão aqui, mas hoje acredito ser uma pessoa muito diferente do que aquele jovem poderia imaginar. Não que seja melhor ou pior, não é isso, acredito sempre na balança, e que em algumas coisas me saí muito melhor e em algumas outras nem tanto. Claro que muitas dessas idéias e objetivos hoje, olhando para trás, vejo que teriam sido em vão. A experiência traz esta consciência da realidade, mas nem sempre é fácil. E não foi.

Vi e revi muitas cenas as quais hoje faria diferente, discussões que deixaria de lado, algumas palavras que evitaria proferir, e tantas outras que deveria ter tido a audácia de falar. Não me arrependo do que fiz e de onde cheguei, mas sinto um pouco de falta daquele sentimento de poder que sentia em minhas veias para mudar o mundo.

Após esta reflexão sei que preciso reviver parte de mim que encontra-se adormecida, levantar a cabeça e lutar com mais garra naquilo que acredito.

Hoje lembro com carinho das pessoas que ficaram para trás e afirmo que todas foram importantíssimas em minha vida, e hoje sou grato a elas pois ajudaram a moldar o que sou hoje, principalmente minha família. Obrigado a todos.

SCRUMlhambando TI

Um tema que atualmente está muito na moda no mundo de TI são as metodologias ágeis e recentemente fui incumbido de preparar um material sobre elas e deparei-me com uma realidade triste, elas não existem.

Percebam que quando falo de sua inexistência, refiro-me que não existem como algo diferente do que tínhamos até então, ou inovador, mas sim as mesmas coisas sendo feitas de maneira diferente. Até aí, ponto positivo. Eu mesmo reconheço significarem uma evolução ao pensamento tradicional, mas será que são realmente tudo isso? Devemos abandonar tudo e seguir essas “metodologias”? Na minha opinião a resposta é não!

Quando trabalho na definição de processos a primeira coisa que penso é em garantir sua usabilidade, ou seja, que tudo que estou criando seja útil. O segundo ponto é que seja otimizada o suficiente para evitar qualquer tipo de burocracia, assim, não é porque possuem documentações, workflows e etc que não são processos ágeis.

O que realmente me incomoda é o pensamento de muitos profissionais que tomam essas “metodologias” como verdadeiras desculpas formais para não fazer o que precisa ser feito, ou seja, não documentar, não seguir os passos do processo, dentre outras coisas, pois quando são cobrados, respondem que não fizeram, pois estão seguindo uma metodologia ágil.

Como comentei, reconheço o valor das idéias ágeis e que todos os processos devem sempre ser pensados e criados de forma otimizada, pensando-se na utilizada de seus elementos. Um processo engessado, não útil, não serve para nada e não deve ser utilizado, assim vejo excelentes metodologias que são adequadas para determinadas situações, mas que são rotuladas como não-ágeis simplesmente porque não foram implantadas corretamente e, muitas vezes as pessoas não conhecem o que está definido ou não ligam para o que está lá.

Para mim, o mais importante em um processo metodológico é a síntese do PDCA (Plan-Do-Check-Act) sendo aplicado com seus passos através de um modelo ETVX (Entry-Task-Verification-Exit), pensado com foco na utilização e no resultado.

A insanidade que nos cerca

Livro: Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado.Recentemente li o livro “Mentes Perigosas – O psicopata mora ao lado”, da psiquiatra Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, ao qual recomendo como um daqueles livros indispensáveis de sobrevivência.

A autora coloca de forma bem simples questões da ciência médica, nos deixando, a princípio, apreensivos, pois ao avançar em suas 194 páginas, nos deparamos com informações que nos faz, em alguns casos, ter medo de olhar para os lados e até sair às ruas.

Claro que o foco de seu estudo é muito claro, destrinchando o que se sabe serem os psicopatas e, quando estamos diantes desta palavra, o que nos vem a cabeça são aqueles casos bárbaros, envolvendo homicídios, abusos, dentre outras situações críticas, as quais mal podemos acreditar serem reais, mas e aqueles psicopatas que estão a nossa volta? Aqueles aos quais convivemos no dia a dia e, em alguns casos confiamos, muitas vezes sem saber, mais do que deveríamos?

Ao ler este livro tive certeza que estou cercado pela insanidade, nem sempre de um psicopata, mas… não dá para arriscar.

Comumente nos deparamos com pessoas em nossa vida, que se mostram duvidosas, e em muitos casos até perigosas, mas que inevitavelmente temos que conviver, é o caso de nossos “colegas” de trabalho.

Não é fácil conviver com pessoas desonestas, falsas e que buscam apenas sua própria satisfação, em detrimento aos demais, principalmente quando dependemos delas para conseguir o “nosso pão de cada dia”.

Infelizmente acredito que muitos de nós já convivemos com algumas dessas “pessoas”, com a insanidade peculiar aflorada, e não é fácil escapar de suas loucuras e, muito menos não ser influenciados por esta energia tão negativa, que tem como objetivo única e exclusivamente nos depreciar.

Assim, são leituras como estas fazem com que possamos nos armar contra estas insanidades, sejam individuais ou coletivas.

Claro que a melhor alternativa é ficarmos distantes destes seres, mas nem sempre é possível e, neste caso, o mais importante é os reconhecermos, e não nos deixarmos ser meros peões em seus joguinhos, mas definirmos nossa estratégia de combate/sobrevivência, tomando a frente e procurando, sem que percebam, que eles sejam os peões de nosso próprio jogo.

Leitores do bem, armai-vos!

APF: medindo o tamanho da paciência

A primeira vista este título pode deixar o leitor que já me conhece um pouco surpreso, mas não, caro leitor, não falarei mal desta excelente técnica. Para quem não conhece,  a Análise de Pontos de Função (APF) é uma técnica para medição do tamanho funcional de  software, criada pro Allan Albrecht em 1979 e mantida atualmente pelo IFPUG (International Function Point Useres Group).

O processo de medição de software e estimativas já existe há décadas, independentemente da técnica, há formas objetivas de fazê-lo, mas sempre surpreendo-me quando vejo que as empresas as utilizam tão pobremente, muitas vezes somente para mostrar para seus clientes, mas que de fato não as utilizam. Mas por que não utilizá-las?

Como tudo na vida, quando tomamos o controle, passamos a ter parâmetros de comparação e nem todos os “profissionais” gostam desta ideia. Assim, implementar uma técnica de medição pode apresentar-se como um desafio à paciência, na qual o responsável por esta implantação terá que lutar contra tudo e contra todos para conseguir cumprir sua tarefa.

Já assumi mais de uma vez esta tarefa, e não foi nada fácil. A resistência pode vir de todos os lados, o gestor que não tem controle de sua equipe e produtividade, e quer inflar a estimativa para cobrar mais do cliente, ou até o técnico que vê o processo de estimativa como uma burocracia desnecessária, querendo colocar o quanto antes a mão na massa. Haja paciência para conseguir alinhar as expectativas de uns, com a resistência de outros.

A solução, caro leitor, é somente uma: compromisso com o resultado. E, para garantir este compromisso, dois passos devem ser dados, sendo o primeiro, o apoio da alta direção que não deve apenas falar, mas sim tornar este processo relevante como parte das políticas da empresa. O segundo passo é a realização de treinamentos que incentivem a utilização e demonstrem os benefícios de sua utilização em toda a cadeia de prestação de serviço.

Depois de dois meses de estudo, agora mais do que nunca, como CFPS tenho que abraçar mais uma vez este desafio e tenho certeza que o farei com sucesso, controlando minha paciência e expectativas na busca pelo resultado e melhoria contínua.

Planos que se vão com o vento

Muitas vezes nos deparamos com situações de emergência que nos colocam frente a frente com uma necessidade de tomada de decisão imediata. Desta decisão acabamos por gerar uma ou mais ações as quais devemos executar a risca para garantir a resolução do problema. Agora, a pergunta é, por que temos que agir com desespero quando quase sempre este fator de urgência podia ter sido previsto ou até mesmo evitado? Isso sem contar o impacto, o desconforto que o problema já causou, e não poderemos voltar no tempo para consertá-lo.

No mundo corporativo isso é muito comum, e acabamos nos passando por meros profissionais regulares, dentro da média, sem diferencial, como o dito popular, correndo atrás do rabo.

O objetivo principal do planejamento é buscar estabelecer um plano otimizado a partir dos parâmetros que se têm conhecimento até o momento, para que ações sejam executadas com a máxima qualidade, mínimo custo, atendendo prazos e prerrogativas estabelecidas. Seja no trabalho ou na vida pessoal, é comum esse tipo de ocorrência, e é nesta hora que lembro de uma palavrinha mágica que hámuito tempo aprendi ser fundamental para nos auxiliar nestas questões: “Planejamento”.

No mundo corporativo o planejamento pode garantir um projeto vencedor, em que se utiliza as melhores técnicas e ferramentas disponíveis ao seu alcance para buscar altos níveis de satisfação dos clientes, enquanto que, apesar de muitos duvidarem, na vida pessoal o planejamento pode nos proporcionar o mesmo ou até mais.

A satisfação de nossos familiares e amigos, economia no bolso, crescimento… a lista é longa. O mais interessante é que, por mais que muitos possam imaginar que este planejamento envolva várias etapas, e que seja algo difícil, somente para os “experts”, saibam que isso não é verdade.

Planejar exige foco e tempo, significa pensar antes de agir, ou melhor, pensar para agir. Shewhart e Deming foram os responsáveis por sintetizar da forma mais simples possível como trabalhar com este conceito de planejamento dentro de um ciclo de controle e melhoria chamado PDCA (Plan-Do-Check-Act).

Claro que o meu objetivo aqui não é repetir os muitos conceitos e linhas de pensamento que envolvem a gestão, mas sim refletir sobre o porquê das pessoas agirem sem planejamento, mesmo sabendo que o mesmo é necessário. Diariamente fico impressionado como algumas pessoas podem ser tão desorganizadas. Talvez eu seja um extremo, e elas outro neste tema, mas percebo o quanto elas correm atrás do rabo, muitas vezes por razões até bestas.

Recomendo o exercício de cada vez mais, seja na vida profissional, como também na vida pessoal, nos darmos o direito de planejar nosso sucesso, e para chegarmos nele, vamos planejar nossas ações baseados em nossos objetivos de  vida. Não nos deixemos ser levados ao acaso.

“Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir.” (René Descartes)

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