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Diário de Bordo: Ilhabela – 28/09/2013

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O planejamento começou durante a semana, com a decisão de ir, o estudo do caminho e a reserva de hospedagem. Como tivemos um aniversário na noite anterior, acabamos não conseguindo levantar cedo conforme o planejado. Já estávamos duas horas atrasado do plano original, mas tudo bem, afinal estávamos indo passear.

Depois de terminar de arrumar as malas, deixar as coisas ajeitadas em casa, revisar o trajeto no mapa, atualizar as bases de radares no GPS e abastecer o carro, lá estávamos nós, a caminho de Ilhabela. Pegamos a estrada e tivemos muita boa sorte no caminho. Não presenciamos nenhum acidente e o GPS se virou muito bem. Claro que o caminho era bem simples, e eu já o conhecia. A estrada estava muito boa, com bastante movimento em alguns trechos, porém, sem trânsito. Chegamos na balsa para travessia por volta das 14 horas.

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Após atravessarmos, procuramos o Chalés Patrícios, onde iríamos ficar hospedados, e descobrimos na prática que o Google Maps não está muito atualizado em Ilhabela. O GPS levou-nos até a rua correta, porém bem longe da numeração devida. Dificuldades a parte, conseguimos nos localizar depois de um tempinho, deixamos as coisas no chalé, nos trocamos e fomos rumo a 20130928_163251Praia do Julião, onde nos encontraríamos com amigos. A praia, bem diferente daquelas que estamos acostumados, tinha areia grossa, faixa de areia curta e uma excelente paisagem, mesclando pedras, água cristalina e areia. Ficamos por um tempo contemplando-a e logo depois paramos no Prainha Do Juliao Bar E Restaurante, onde pudemos apreciar excelentes pratos. O local é encantador e merece atenção nos passeios à ilha. Com o sol deitando-se ao horizonte, saímos e lá e voltamos para o chalé, afinal, a noite seria de festa.

Pouco tempo depois, lá estávamos nós novamente dependentes do GPS para chegar em nosso destino, e mais uma vez a tecnologia insistia em nos guiar por uma rua que não existia. Demos algumas voltas e graças a alguns moradores, conseguirmos localizar nosso destino. Estávamos ali para um mega evento em comemoração ao aniversário de meu amigo Rodrigo, com direito a churrasco e o show de sua banda de rock, mas além disso, encontraria com outros amigos em comum e ainda presenciaria um pedido de casamento. Tudo foi muito bom, um espetáculo a parte.

No domingo pela manhã fomos em busca de uma padaria e descobrimos que há pouquíssimas opções para se comer um simples pão na chapa com café. Rodamos bastante pela cidade e graças ao Foursquare encontramos a Ilha dos Pães, uma padaria em um posto de gasolina, foi a salvação. A padaria não era grande, mas oferecia uma boa variedade de produtos. Não sei se é a melhor da ilha, mas foi a que achamos e que tinha um bom atendimento.

PicsArt_1381928157621Com o estômago forrado e o tempo escasso, não perdemos tempo e partimos para conhecer a Cachoeira da Toca, um local muito bonito, e agradável, exceto pelos mosquitos e a água, que estava bem gelada, impossibilitando-nos de aproveitar devidamente sua natureza. É um local simples, mas com uma infraestrutura mínima para proporcionar bons momentos junto à natureza. A entrada custou R$ 15 por pessoa, mas valeu muito a pena. Esperamos voltar em um dia de calor para descer os toboáguas naturais.

Depois da cachoeira, fomos conhecer a famosa Praia da Feiticeira. A praia é bonita, seguindo o padrão da ilha, com areia grossa e faixa curta. A água também não estava muito convidativa, tendo em vista que alguns poucos passos dentro da água e já se está com ela no pescoço. A temperatura também não ajudou. O mais curioso da praia é o casarão que tem a seu lado, muito bonito, mas que por ser propriedade particular, não pudemos chegar muito perto. Ainda assim, gostamos mais da Praia do Julião.

20130929_165151Infelizmente o tempo estava acabando e tínhamos que voltar para casa. Pegamos nossas coisas no Chalé, curtimos a maravilhosa hospitalidade da família do Rodrigo durante um almoço mais que descontraído, e com muito ânimo (só que não), pegamos a estrada de volta para casa.

A Ilha tem seu nome merecido, pois de fato é muito bela, contando com muitas paisagens e atrativos para quem curte a natureza. Foi uma pena ficar tão pouco tempo e que o clima também não ter ajudado muito. É um local para voltar e curtir melhor, afinal ainda há muito o que conhecer.

Sob os trilhos da saudade

“Ói, ói o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem
Ói, ói o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho éon

Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem”

trem3Trem Por definição uma série de vagões puxados por uma locomotiva, sob grandes trilhos de ferro. Uma composição ferroviária, muitas vezes de tamanho colossal, que supõe-se ter sido idealizada em 1681 pelo jesuíta belga Ferdinand Verbiest em Pequim. Em 1769, Joseph Cugnot, militar francês, construiu em Paris uma máquina a vapor para o transporte de munições e após várias tentativas fracassadas, Richard Trevithick, engenheiro inglês, conseguiu em 1804, construir uma locomotiva a vapor que conseguiu puxar cinco vagões com dez toneladas de carga e setenta passageiros à velocidade vertiginosa de 8 km. A partir daí também conhecida popularmente como Maria Fumaça.

“Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?

Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão”

Ahh saudades das viagens de trem… Muito me entristeceu esta semana ver que mais um símbolo da antiga linha férrea está sendo derrubado. O pontilhão que permitia os trens cruzarem a Av. Antônio Emmerich em São Vicente, sentido Estação Ferroviária está sendo derrubado para dar lugar a uma nova estrutura que comportará o VLT (Veículo Leve sob Trilhos). Felizmente é para uma boa causa, o progresso, a modernização, mas ainda assim, este fato não deixa de trazer boas lembranças.

“Ói, olhe o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais
Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso no ar”

Recordo-me como se fosse ontem de minhas férias com meu irmão na casa de meus avós em Pedro de Toledo. Meu avô vinha nos buscar e as 13 horas partíamos com o velho trem de aparência metálica e com seus bancos gastos da extinta estação de Santos rumo a cidade de Registro. A viagem devia levar cerca de 4 horas, uma eternidade para os padrões atuais, mas nem sentíamos esse tempo passar pois além da paisagem maravilhosa, nos deparávamos com várias situações que, para uma criança era uma verdadeira aventura. Conhecíamos pessoas, lanchávamos, acompanhávamos o fiscal conferindo os bilhetes e curtíamos a viagem. Ao chegarmos em nosso destino, lá estava minha avó nos esperando com seu sorriso no rosto e os braços abertos. Beijos e abraços, pegávamos nossas malas e caminhávamos ladeiras abaixo (e acima), acompanhados até chegar em casa pelo pôr do sol sob a natureza que predominava na cidade.

“Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil megatons

Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral”

trem1O tempo passou e linha férrea não existe mais, como também a estação ferroviária de Santos, a de São Vicente e todas as demais que, passávamos acompanhados do alto apito do maquinista, e que nos aguçava a expectativa de estarmos cada vez mais próximos de nosso destino.
O progresso está chegando e as memórias ficando cada vez mais distantes. Sinto por esta realidade não existir mais, o sentimento se foi e nossos descendentes dificilmente poderão entender e até mesmo sentir o que vivemos. Além da nostalgia, ficam as gastas fotos, os grupos de discussão dos amantes dos trens e a bela música composta e maravilhosamente interpretada pelo Rauzito, pêga emprestada para intercalar os modestos e nostálgicos parágrafos deste texto.

Os trilhos, as estações e o pontilhão se vão, mas as lembranças permanecem na esperança de um dia serem revividas.

A caminho do lar

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Segundo a definição da Wikipedia, “Lar” é uma forma especial de se definir a casa ou os assuntos relacionados a ela, como a convivência com a família e os vizinhos. “Lar” pode ter uma conotação sentimental ou carinhosa. Existe uma expressão popular que diz: “Lar, doce lar”, mas nunca foi tão difícil chegar em casa quando ultimamente.

O que para alguns poucos privilegiados é algo simples, podem caminhar até suas casas e curtirem a qualidade de vida que lhes é proporcionada, para outros passa a ser uma tarefa árdua e que muitas vezes está fora de nosso controle. Sim, eu sou uma dessas pessoas.

minha-casaClaro que a escolha foi minha, trabalhar longe de casa, em outra cidade, ter que pegar ônibus e estrada. As perguntas sempre se repetem: “Mas você sobe e desce todos os dias?“, “Mas não é longe?“, “É cansativo?” – Brincadeiras a parte, a resposta é sim, sim e sim, mas no geral ainda vale a pena quando se coloca em foco a parte profissional. Agora a pergunta que fica é o quanto estamos sacrificando a outra parte, aquela que realmente importa.

Nós, os viajantes e aventureiros, como alguns podem pensar, passamos por perigos constantes, em um país ao qual os acidentes de trânsito representam uma das principais causas de morte, e nós enfrentamos de cabeça erguida todos os dias, torcendo para mais um dia passarmos desapercebidos da foice que pode estar a nossa espera, numa curva qualquer.

O que realmente esperamos é o mesmo que país espera, que os governantes e empresas privadas tomem vergonha na cara e prestem serviços de qualidade, tendo como foco o ser humano ao qual está na outra ponta da cadeia. Não somos meras máquinas ou cargas, somos seres pensantes e que merecem respeito, que têm o direito básico de voltar para suas famílias em segurança após um longo dia de trabalho, voltar para seus lares e poderem viver suas vidas.

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Diário de Bordo Serra Negra: 06/07/2013

Dia 1: Sábado

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Era madrugada, as malas já estavam prontas e a ansiedade não me deixou pregar os olhos por muito tempo. Não que isso fosse incomum, pois estou acostumado a acordar cedo. Aguardei o relógio me avisar que estava na hora de levantar e superamos a preguiça que era grande naquele momento. Levantamos, nos arrumamos, tomamos café e saímos.

O trajeto foi tranquilo, com a subida pela Imigrantes, seguindo pelo Rodoanel e Bandeirantes. Neste ponto tivemos um pequeno desvio, por perder uma entradinha na altura de Jundiaí, o que nos custou alguns minutos para um pequeno passeio pela cidade. Após nos acharmos, pegamos uma estradinha que estava em reforma em vários trechos, mas que fielmente nos levou até a rodovia D. Pedro I e dela pegamos outra para enfrentar a serra, que era perfeita para quem gosta de dirigir, com um asfalto bom e bastante curvas, proporcionando em alguns momentos fortes emoções. Durante o caminho fomos ultrapassados por motociclistas devidamente equipados, como se estivessem em uma competição.

Passamos pelas cidades de Morumgaba e Amparo, ambas com um clima muito calmo e com características de cidades do interior. Como nosso objetivo era aproveitar o máximo de Serra Negra, seguimos a estrada sem parar nestas cidades.

Ao chegar em Serra Negra, o GPS perdeu conexão e acabamos levando um tempinho para localizarmos o hotel, graças a Claro Brasil, que por incrível que pareça não fornece o serviço de dados 3G  na cidade, e o 2G mal funciona. Fizemos o checkin no Grande Hotel Serra Negra, deixamos as malas no quarto e saímos rumo ao centro da cidade para almoçarmos.

No caminho para o centro demos algumas voltas na cidade para nos acharmos sem o GPS, seguindo apenas as placas, mas conseguimos. Ao chegarmos no centro nos deparamos com muito movimento de carros e motos, e com muita dificuldade conseguimos fugir do congestionamento e encontrar um lugar para estacionar. A dica para estacionar no final de semana no centro é aproveitar o estacionamento ao lado do Fórum, que fica liberado nos finais de semana.

serra2Fomos até a Praça Pref. João Zelante, que estava tendo um evento de festa junina das escolas municipais e estava lotada de crianças, seus pais e turistas. Nesta praça há vários locais interessantes para comer, petiscar, beber e jogar conversa fora. Escolhemos o Bar Santos Cycle, e fomos muito bem atendidos. Ali estava rolando um encontro de motociclistas. Mesmo lotado, o atendimento foi rápido e a comida além de bem servida, estava saborosa.

De estômago cheio, aproveitamos a tarde para caminhar pelo centro e conhecer melhor o comércio local. O passeio foi muito bom, com foco principalmente em compras de roupas e malhas, mas no caminho encontramos coisas interessantes, como casas de vinhos e queijos, uma banda local de aposentados que alegravam o centro e tocavam junto aos turistas, além de algumas opções de entretenimento nas praças, com música ao vivo, dentre outras coisas. serra3Ao final da tarde paramos no café Delícias na Praça para descansar as pernas e depois, com a noite já chegando, voltamos para o Hotel.

A noite o cansaço começou a bater forte, daí aproveitamos para curtir a festinha junina do hotel, que por sinal era um exemplo de organização, com muitas opções de comidas, barracas de brincadeiras para adultos e crianças, música ao vivo e atéserra4 fogueira para aquecer o ambiente. Depois disso, o cansaço do dia, somado ao da viagem e da semana, me fez desmaiar, e como o dia seguinte seria longo, não poderia perder a oportunidade de recarregar as baterias.

Diário de “Atleta” – 1ª Semana

Depois de muito relutar, iniciei a prática de exercícios diários. Por preferência ficaria em casa, sentado no sofá, curtindo filmes e séries, mas a saúde, ou a falta dela, começou a falar mais alto e fui obrigado a render-me a prática de exercícios.

exercicios

A decisão (Quinta-feira – 31/01/2013): Cheguei em casa decidido em ir na academia para conhecer as opções disponíveis. Sabia que nenhuma delas me agradaria, mas teria que fazer alguma coisa, e se não tivesse atitude, nada mudaria. Não foi fácil, mas consegui ir em duas academias próximas de casa e escolhi uma delas para fazer a aula experimental e conversar com o professor. Conversei com minha esposa e decidimos começar na segunda-feira;

Os preparativos (Domingo – 03/02/2013): Saímos de casa rumo ao Shopping com um único objetivo, comprar roupa para ir na academia. Como há muito não fazíamos nada, não tínhamos nada em casa que servisse. A busca até foi rápida, pegamos algumas peças e depois de uma passada rápida no provador, fomos para a fila pagar as “comprinhas”. Saímos de lá e fomos ao supermercado comprar barrinhas e suquinhos e etc, para nos alimentarmos adequadamente antes do horário das aulas. Conclusão do dia: tentar ser saudável sai muito caro!!! Chegando em casa, deixamos as roupas e demais itens separados, para não nos atrasarmos no primeiro dia.

1º Dia (Segunda-feira – 04/02/2013): Cheguei em casa pouco antes das 20 horas, felizmente estava em condições de seguir com o plano, pois minha companheira (enxaqueca) deu-me um momento de folga. Troquei-me e peguei o que era necessário levar para a academia e deparei-me com a primeira dificuldade… queria entender por que essas roupas de academia não têm bolsos! É absurdo, pois ninguém sai de casa sem nada. Eu por exemplo, sempre saio com minha carteira, um lenço, meu celular e a chave de casa, mas o bendito shorts de academia só tinha um pequeno bolso que só cabia a chave. Sem condições. Minha esposa teve que pegar uma bolsa para poder colocar essas coisas, as toalhas, garrafinha d’água e etc. Saímos de casa e duas quadras e meia depois lá estávamos nós. Diria que esta parte foi bem difícil, pois minha vontade era dar meia volta, parar no quiosque e pedir um prato de picanha com alho. Resisti a tentação e encarei a decisão. Começamos com 15 minutos de esteira, passamos uma hora fazendo rodízio de aparelhos, um mais estranho que o outro, e terminamos a noite com 10 minutos de bicicleta. Foi difícil, mas o objetivo foi alcançado.  Voltamos para casa esgotados, a fome era gigantesca.

2º Dia (Terça-feira – 05/02/2013): Levantei com um pouco de dificuldade, o corpo parecia meio enferrujado. Não sentia grandes dores, mas sim um cansaço nos braços e pernas aos fazer movimentos mais bruscos. No lugar do corpo dolorido, estava a cabeça, minha velha e prezada amiga “enxaqueca” estava ali comigo. Na hora do almoço comecei a sentir mais o corpo, e o ato de subir e descer as escadas já me matavam. Cheguei cedo e consegui prontamente ir para a academia. Sabia que o segundo dia seria mais desgastante, e foi. Acabei por ficar mais dedicado a parte aeróbica, com esteira e bicicleta, mais alguns aparelhos e abdominais. Cansou bem mais que o primeiro dia, mas curiosamente, na hora o corpo doeu menos e  respondeu melhor aos exercícios. A volta para casa foi cansativa e ao parar os exercícios parece que tudo ficou dolorido de uma só vez.

3º Dia (Quarta-feira – 06/02/2013): Acordei as 4 horas da manhã, tentei levantar e não conseguia. Minhas exercicios1pernas pareciam não responder. Levei cerca de 5 minutos para conseguir levantar e ao colocar os pés do chão e sair da cama, sentia um dor lacinante. Não foi fácil. Durante o dia situações corriqueiras como subir e descer escada, tornaram-se um verdadeiro desafio. A volta para casa não foi fácil, com direito a chuva, acidente na estrada e comboio. Resultado: cheguei uma hora mais tarde em casa. Foi difícil não render-me ao cansaço e à fome, mas consegui forças não sei onde, e fui para a academia. As dores durante os exercícios continuaram, mas até que consegui sair bem, a parte mais difícil foi quando terminei os exercícios e fui para casa.

4º Dia (Quinta-feira – 07/02/2013): Mais um dia de muita dor, desce cedo, levantar voltou a ser um desafio, mas conforme o dia foi seguindo, as dores foram melhorando um pouco, mas ainda assim, passei o dia inteiro mancando, pois as panturrilhas estavam me matando. Mesmo com dores, e a contragosto, fui para academia mais uma vez. Fiquei mais tempo dedicado aos exercícios aeróbicos e depois fui fazer o “exame” médico.

E assim foi a primeira semana de exercícios. Repito que não foi fácil, mas devo continuar!

Desejem-me sorte!

Reflexão sobre a mesmice

Muitas vezes nos deparamos reclamando sobre a mesmice do dia a dia, mas será que nos damos conta que mudanças, as vezes,  podem não ser tão boas assim?

Refiro-me aqui não àquelas mudanças as quais nos faz crescer  seja pessoal ou profissionalmente, mas aquelas que são intrínsecas ao viver a vida, ou melhor, aos riscos que estão a nossa volta, e que podem afetar nossa vida para sempre.

Exemplos dessa situação é a violência que está a nossa volta, com massacres diários, sequestros e mortes. Onde vamos parar?

Não são poucas as vezes que deparo-me com pessoas reclamado que nada de bom aconteceu em seus dias, mas será que paramos para refletir que é melhor não ter acontecido nada, a algo ruim?

As vezes a vida nos prega sustos, e são a estes que devemos dar atenção. São eles que, não apenas nos fazem ficarmos mais alertas, mas que nos fazem valorizar mais cada momento, cada pessoa… valorizar a vida em si.

Mais uma etapa…

E lá se foi mais uma passagem em minha vida… um momento que não voltará, exceto na lembrança.

Não, não estou arrependido, pelo contrário, tenho certeza que aprendi bastante com os desafios que a vida proporcionou-me neste período um tanto quanto “curioso”, mas como já dizia o arquiteto no filme Matrix, “Tudo que tem um começo, tem um fim”.

O tempo passou, foram quase cinco anos de intensa batalhas, esgueirando-me nas trincheiras da insanidade, buscando uma luz, algo que fosse trazer-me a tona em uma realidade de incontestável conforto, mas infelizmente não aconteceu. Claro que a perfeição é a fantasia que nossa mente insiste ressaltar, colocando-nos frente a frente, sem que ao menos nos diga como alcança-la, mas será que deveríamos realmente alcançá-la? Será que não o fizemos, e apenas não nos demos conta?

Refletindo sobre isso, recordo-me de meus pais dizendo que tudo tem um motivo para estar acontecendo, e realmente acredito nisso, portanto, agradeço o quanto cresci profissionalmente e pessoalmente, graças a esses desafios. Não há aprendizado melhor do que aquele que nos faz crescer, mesmo que no momento apresente-se como algo não tão bom quanto gostaríamos.

Nostalgias sobre o caminho trilhado

Ontem estava arrumando minhas coisas e deparei-me com um grande sentimento de nostalgia. Estava revendo algumas coisas da época de escola e faculdade, organizando a bagunça. O mais impressionante é que ao pegar cada uma das folhas, com anotações, textos e desenhos, meu cérebro era bombardeado com um turbilhão de lembranças.

Acima de tudo lembranças dos passos que me levaram a chegar onde estou hoje. Há alguns anos o jovem Claudio estava construindo suas idéias e valores, que ainda estão aqui, mas hoje acredito ser uma pessoa muito diferente do que aquele jovem poderia imaginar. Não que seja melhor ou pior, não é isso, acredito sempre na balança, e que em algumas coisas me saí muito melhor e em algumas outras nem tanto. Claro que muitas dessas idéias e objetivos hoje, olhando para trás, vejo que teriam sido em vão. A experiência traz esta consciência da realidade, mas nem sempre é fácil. E não foi.

Vi e revi muitas cenas as quais hoje faria diferente, discussões que deixaria de lado, algumas palavras que evitaria proferir, e tantas outras que deveria ter tido a audácia de falar. Não me arrependo do que fiz e de onde cheguei, mas sinto um pouco de falta daquele sentimento de poder que sentia em minhas veias para mudar o mundo.

Após esta reflexão sei que preciso reviver parte de mim que encontra-se adormecida, levantar a cabeça e lutar com mais garra naquilo que acredito.

Hoje lembro com carinho das pessoas que ficaram para trás e afirmo que todas foram importantíssimas em minha vida, e hoje sou grato a elas pois ajudaram a moldar o que sou hoje, principalmente minha família. Obrigado a todos.

O melhor agente secreto de todos os tempos

Nostalgia é uma sensação de saudade, um sentimento que surge do pensamento de não poder mais reviver certos momentos da vida, momentos estes importantes e, que normalmente refletem um pedaço do que nos tornamos. A nostalgia, por mais trise que possa parecer a primeira vista, deve ser encarada como algo bom, pois mostra que crescemos e, mais do que tudo, que aprendemos a valorizar o que é importante na vida, e também àqueles que foram nossos guias, mentores e ídolos.

Momentos bons do passado podem vir a tona a partir de qualquer coisa, uma imagem, uma música, um lugar, um objeto, um cheiro, etc., e neste último final de semana o que me trouxe estes sentimentos foi o agente mais atrapalhado da história da espionagem, Maxuell Smart.

Ao começar a rever o seriado me deparei com a lembrança de meu pai chegando em casa, depois de um longo dia de trabalho, e sentando comigo para assistir o seriado na TV. Era um momento fabuloso, ao qual relembro com muito carinho. Naquele momento, meu pai era mais do que um James Bond, pois era o melhor agente secreto e estava ali, ao meu lado, me explicando as coisas, dando-me as pistas para desvendar as tramas da vida.

Cquote1.png Mas é claro! O velho truque do artigo que fala de um seriado antigo! Cquote2.png

Mas, voltando ao seriado, Get Smart, como é conhecida originalmente, é um seriado fantástico, daqueles que é impossível assistir sem relacionar suas inusitadas situações àquelas que nos deparamos no dia a dia em nossa vida. Quem já não quis ser um agente secreto ou ao menos estar diante de situações decisivas para a história da humanidade? Todos queremos segurar as rédeas da vida, e por que não como um agente secreto?

Criado por Mel Brooks e Buck Henry em 1965, e protagonizada por Don Adams, o seriado abordava temas de espionagem, guerra fria, entre outros, sempre com um ingrediente de reflexão social, inclusive com doses de um tema muito falado nos dias atuais, a sustentabilidade. As consequências dos atos da K.A.O.S. não apenas nos mostravam que o bem prevalece, mas também que sempre, independente da situação, é possível vencer com uma boa dose de humor. O que isso significa? Que devemos levar a vida, as situações cotidianas com humor, por mais séria que ela pareça.

Quem também não pode ser deixado de lado é o “CHEFE” do Controle, este símbolo da hierarquia, responsável pelos mandos e desmandos do pobre Agente 86, era acima de tudo um ser humano, diferentes de muitos psicopatas que nos deparamos hierarquicamente em nossas vidas profissionais e que só o que sabem fazer é nos infernizar. Mas um jargão se mantém até os dias atuais… “Desculpe por isso, chefe!”

Por último, e não menos importante estava a bela Barbara Feldon na pele da Agente 99, par romântico de 86 e peça
chave para a evolução da trama. Ela era fantástica e cativante, porque vivia os conflitos de Smart com a mesma paixão, por mais absurda que a situação  pudesse parecer, em nenhum momento fazia-o de bobo ou desacreditava-o. Quando agia era sempre para um bem maior.

Maxuel Smart era sem sombra de dúvida o melhor agente secreto de todos os tempos, diferente de 007, ele não tinha licença para matar, mas era o que ele mais tentava a cada episódio, nos matar de rir. Destaque também para os dispositivos avançados de alta espionagem, como o “Sapatofone”, o primeiro celular da história, do “Cone do Silêncio”, a arma disfarçada, entre outros.

Cquote1.png Errou por um tantinho assim. Cquote2.png

Os leitores mais novos provavelmente não entenderão nada do que está nas estrelinhas dos parágrafos acima. Sua breve memória fará apenas uma menção à refilmagem de 2008, com  Steve Carell e Anne Hathaway.  Esta versão não é ruim, mas muito fraca se comparado aos episódios medianos da velha guarda. A história não é a mesma e 86 é tratado praticamente como um retardado, incapaz. Enfim, o filme valeu pela lembrança, mas só me fez querer ainda mais rever o original Don Adams na pele do Agente 86.

Cquote1.pngVocê acreditaria se eu dissesse que 10 mil pessoas leram este artigo? Se se fossem 10?Cquote2.png

Diário de Férias: 24/11/2011

A preguiça foi grande, mas a vencemos logo cedo e rumamos à Curitiba. A viagem foi boa, talvez por ser dia de semana, não houve nenhum problema de trânsito ou acidente na estrada, no entanto pegamos grande lentidão em vários trechos, de Itariri até a divisa do estado. Apesar de ter atrasado nossa chegada em uma hora, fiquei contente por estarem arrumando a pista, principalmente os trechos de serra, pois são bem perigosos e estavam bem acabados. Não havia suspensão e amortecedor que resistisse a tantos buracos e desníveis.

Fizemos duas paradas rápidas, a primeira foi no Fazendeiro e a segundo no Graal. No primeiro, a parada foi apenas para utilizarmos o banheiro, já no segundo fizemos uma comprinha: Cubos de doce de leite e uma revista SuperInteressante para minha esposa ler no carro durante o restante da viagem.

Ao chegarmos em Curitiba tivemos nosso primeiro contratempo: as obras da cidade. Curitiba está passando por diversas obras, o que nos levou a desvios do trajeto planejado pelo GPS (Google Maps), além de mudanças de sentido das vias. Apesar disso chegamos a localização do Hotel Brasília, porém como o mesmo está localizado no Centro, não possui estacionamento. Assim tivemos que estacionar a uma quadra de distância, em um estacionamento conveniado, no entanto, ao chegar lá descobrimos que o mesmo não era do mesmo valor que nos foi informado por telefone, mas pegamos as malas e voltamos até o hotel. Fizemos o check-in e relaxamos uns 10 minutos antes de ir almoçar.

Saímos para almoçar a pé, fomos até o Shopping Müller, que ficava a 2 quadras do hotel. O Shopping não é ruim, porém tem um problema sério com informações e sinalização. As placas raramente são encontradas e quando o são, indica o caminho incorreto. Levamos um tempinho para chegar a Praça de Alimentação, mas chegamos. Não tínhamos muita opção, pois já era 16 horas e nenhum restaurante estaria aberto esta hora.

Almoçamos no It’s Grill, uma boa opção na praça, com boas opções de pratos. Nossa escolha foi obviamente “carne”. Minha esposa escolheu um prato de picanha com salada, enquanto eu peguei medalhões de filé mignon com acompanhamentos. Ambos pratos estavam excelentemente saborosos e apresentáveis, no entanto a quantidade é pouca, sendo assim, não recomendo para quem está com fome de leão. Não era o nosso caso, pois levamos alguns lanches para a viagem, e fizemos as paradas no caminho.

Deixamos para explorar o shopping a noite, pois a tarde estava acabando e não daria para fazer muita coisa. Saímos de lá e fomos para o “Passeio Público”, um excelente parque, com bastante flora e fauna. Um lugar muito bonito, porém não tão bem cuidado. Lembrou-nos o “Orquidário” de Santos.

Depois disso, caminhamos pela região, visitamos algumas lojas e nos deparamos com diversos anúncios de dentistas e sebos, o que achamos curioso, pois em poucas quadras nos deparamos com muitos deles. Chegamos no Larg0 da Ordem. Já não haviam muitas casas abertas, mas ainda assim, nossa passagem por lá foi muito agradável. Nos deparamos com centros de arte, museus e muitos barzinhos. A rua era de paralelepípedo e as construções com arquitetura colonial, o que nos rendeu muitas fotos. Paramos no Solar do Rosário, uma excelente opção para quem gosta de arte, além de ter um café colonial a tarde bem convidativo. Neste momento acabei recebendo mais uma ligação do trabalho, mas desta vez foi rápida e sem maiores problemas para resolver. Devido ao cansaço da viagem e caminhada, decidimos por voltar ao hotel e descansar uma horinha, e assim o fizemos.

A noite fomos de fato conhecer o shopping Müller e paramos para comer no Babilônia. O restaurante é muito bom, com boa decoração, variadas opções de pratos e porções, além de um atendimento excepcional. Pedimos uma porção de filé mignon temperado e uma de pasteis sortidos. Ambas excelentemente servidas e a preços justos. Permanecemos um bom tempo conversando e quando já não havia mais quase ninguém no restaurante (e no shopping), voltamos para o hotel para descansar e nos prepararmos para o dia seguinte.

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