Horizonte de Eventos

Reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais

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Vislumbre de um sonho

Ele estava dormindo, trilhando o caminho que os anjos lhe indicavam
Sentia-se levado, não tinha controle
A sensação era muito boa, não faria sentido desvencilhar-se
Não havia razão para não ceder à paz que lhe envolvia naquele, que parecia ser um sonho
Por maior que fosse clichê, não podia deixar de notar a névoa a sua volta e a sensação de estar flutuando

Em meio a este sentimento de liberdade e paz, percebeu uma leve brisa passar por seu corpo inerte
Como um sopro repentino

Abriu os olhos com certa dificuldade, mas apreensivo
Perguntou-se o que o teria capturado daquela sensação de paz
Tudo que pôde ver foi um vulto ao longe afastando-se dele
Mal pôde ver sua forma, impossível identificar

Incomodado com a situação, juntou forças para levantar-se
Sentia-se inconformado de ter de deixar aquele transe, mas não conseguia ignorar, sem saber a razão

Ao procurar segui-lo, tentou em vão balbuciar algumas palavras
Queria ser ouvido, estava curioso para saber o que estava acontecendo
Sentia-se como se fisgado por aquela criatura que mal podia identificar
Seria um Anjo? Um Mensageiro? Ou apenas uma ilusão?
Não podia mais conter sua curiosidade

Ao avançar viu-se em um corredor de névoa
Ao fundo pôde enxergar claramente a forma

angelical

Parecia que uma luz vinha de encontro àquele ser, para destaca-lo
Mas não conseguia identificar de onde esta vinha, apenas estava lá, propositalmente para que ele pudesse vê-la
Suas curvas se destacavam, do pescoço aos pés
Sua pele, branca como o leite deixava transparecer sua pureza
Sua nudez era hipnotizante

Ela continuou a caminhar, como se não soubesse que estava sendo observada
Ele seguiu-a, hipnotizado, com aquela beleza ímpar a seus olhos

Ele ainda não fazia ideia de onde estava ou para onde estava indo
Mas em meio a névoa, notou o que parecia ser uma porta a sua esquerda
Não uma porta tradicional, estava mas para um caminho
Uma alternativa àquele corredor que mal conseguia enxergar um fim
Ela entrou, sem dar-lhe qualquer pista de que percebera sua presença

Ao chegar a porta, pode vê-la parada, ainda de costas
O sentimento que vinha a tona não era de desejo, mas de satisfação por estar ali para contemplar aquela beleza

Naquele instante, lentamente ela abaixou-se
Ele, paralisado a porta, pôde sentir cada instante daquele movimento
Como em câmera lenta, como se aquela cena fosse eterna
Pôde contemplar aquele par curvilíneo, perfeito
Como se esculpidos pelo mais perfeccionista dos artistas

Percebeu que ela havia pego algo com suas pequenas e belas mãos
E, ainda abaixada, olhou-o nos olhos abrindo aos poucos, um sorriso inocente e inesquecível

Ainda paralisado, sentiu-se exaurido de sua energia
Pensou que iria, sem forças, deixar-se cair, mas não aconteceu
Sentiu a nevou aumentar, e aquela bela cena começou a sumir
Tentou em vão fixar melhor seu olhar, espantar o que o impedia de contempla-la, mas nada pôde fazer
Conforme aquela imagem se esvaía de sua frente, somente pôde vê-la tentando balbuciar algo

E o pouco que pode entender de seus belos lábios vermelhos foi um sussurro em seu ouvido
“Estou aqui por você” — naquele instante, era somente o que ele precisava ouvir.

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Sob os trilhos da saudade

“Ói, ói o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem
Ói, ói o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho éon

Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem”

trem3Trem Por definição uma série de vagões puxados por uma locomotiva, sob grandes trilhos de ferro. Uma composição ferroviária, muitas vezes de tamanho colossal, que supõe-se ter sido idealizada em 1681 pelo jesuíta belga Ferdinand Verbiest em Pequim. Em 1769, Joseph Cugnot, militar francês, construiu em Paris uma máquina a vapor para o transporte de munições e após várias tentativas fracassadas, Richard Trevithick, engenheiro inglês, conseguiu em 1804, construir uma locomotiva a vapor que conseguiu puxar cinco vagões com dez toneladas de carga e setenta passageiros à velocidade vertiginosa de 8 km. A partir daí também conhecida popularmente como Maria Fumaça.

“Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?

Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão”

Ahh saudades das viagens de trem… Muito me entristeceu esta semana ver que mais um símbolo da antiga linha férrea está sendo derrubado. O pontilhão que permitia os trens cruzarem a Av. Antônio Emmerich em São Vicente, sentido Estação Ferroviária está sendo derrubado para dar lugar a uma nova estrutura que comportará o VLT (Veículo Leve sob Trilhos). Felizmente é para uma boa causa, o progresso, a modernização, mas ainda assim, este fato não deixa de trazer boas lembranças.

“Ói, olhe o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais
Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso no ar”

Recordo-me como se fosse ontem de minhas férias com meu irmão na casa de meus avós em Pedro de Toledo. Meu avô vinha nos buscar e as 13 horas partíamos com o velho trem de aparência metálica e com seus bancos gastos da extinta estação de Santos rumo a cidade de Registro. A viagem devia levar cerca de 4 horas, uma eternidade para os padrões atuais, mas nem sentíamos esse tempo passar pois além da paisagem maravilhosa, nos deparávamos com várias situações que, para uma criança era uma verdadeira aventura. Conhecíamos pessoas, lanchávamos, acompanhávamos o fiscal conferindo os bilhetes e curtíamos a viagem. Ao chegarmos em nosso destino, lá estava minha avó nos esperando com seu sorriso no rosto e os braços abertos. Beijos e abraços, pegávamos nossas malas e caminhávamos ladeiras abaixo (e acima), acompanhados até chegar em casa pelo pôr do sol sob a natureza que predominava na cidade.

“Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil megatons

Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral”

trem1O tempo passou e linha férrea não existe mais, como também a estação ferroviária de Santos, a de São Vicente e todas as demais que, passávamos acompanhados do alto apito do maquinista, e que nos aguçava a expectativa de estarmos cada vez mais próximos de nosso destino.
O progresso está chegando e as memórias ficando cada vez mais distantes. Sinto por esta realidade não existir mais, o sentimento se foi e nossos descendentes dificilmente poderão entender e até mesmo sentir o que vivemos. Além da nostalgia, ficam as gastas fotos, os grupos de discussão dos amantes dos trens e a bela música composta e maravilhosamente interpretada pelo Rauzito, pêga emprestada para intercalar os modestos e nostálgicos parágrafos deste texto.

Os trilhos, as estações e o pontilhão se vão, mas as lembranças permanecem na esperança de um dia serem revividas.

A caminho do lar

Lar_doce_lar

Segundo a definição da Wikipedia, “Lar” é uma forma especial de se definir a casa ou os assuntos relacionados a ela, como a convivência com a família e os vizinhos. “Lar” pode ter uma conotação sentimental ou carinhosa. Existe uma expressão popular que diz: “Lar, doce lar”, mas nunca foi tão difícil chegar em casa quando ultimamente.

O que para alguns poucos privilegiados é algo simples, podem caminhar até suas casas e curtirem a qualidade de vida que lhes é proporcionada, para outros passa a ser uma tarefa árdua e que muitas vezes está fora de nosso controle. Sim, eu sou uma dessas pessoas.

minha-casaClaro que a escolha foi minha, trabalhar longe de casa, em outra cidade, ter que pegar ônibus e estrada. As perguntas sempre se repetem: “Mas você sobe e desce todos os dias?“, “Mas não é longe?“, “É cansativo?” – Brincadeiras a parte, a resposta é sim, sim e sim, mas no geral ainda vale a pena quando se coloca em foco a parte profissional. Agora a pergunta que fica é o quanto estamos sacrificando a outra parte, aquela que realmente importa.

Nós, os viajantes e aventureiros, como alguns podem pensar, passamos por perigos constantes, em um país ao qual os acidentes de trânsito representam uma das principais causas de morte, e nós enfrentamos de cabeça erguida todos os dias, torcendo para mais um dia passarmos desapercebidos da foice que pode estar a nossa espera, numa curva qualquer.

O que realmente esperamos é o mesmo que país espera, que os governantes e empresas privadas tomem vergonha na cara e prestem serviços de qualidade, tendo como foco o ser humano ao qual está na outra ponta da cadeia. Não somos meras máquinas ou cargas, somos seres pensantes e que merecem respeito, que têm o direito básico de voltar para suas famílias em segurança após um longo dia de trabalho, voltar para seus lares e poderem viver suas vidas.

lar-doce-lar

Diário de Bordo Serra Negra: 08/07/2013

Dia 3 – Segunda-Feira

O dia amanhecera e não podíamos perder tempo. Este era o dia de volta para casa, mas nem por isso iríamos deixar de aproveitar o que a região ainda tinha a oferecer. Após o café da manhã, já com as baterias da câmera e do celular devidamente carregadas, parti para o momento fotografia, e para isso a localização do hotel proporcionava grandes privilégios, pois além de possuir uma grande área interna, com muita natureza, também permitia excelentes paisagens da cidade.

serra5Aproveitamos o finalzinho da diária e relaxamos na piscina aquecida, onde conhecemos um casal muito simpático ao qual ficamos a maior parte do tempo conversando. Já com o relógio quase batendo as doze badaladas, arrumamos as coisas e fizemos o checkout. Vale ressaltar que o Grande Hotel Serra Negra passou no teste e é de fato um lugar que quero voltar. O atendimento desde nossa chegada foi exemplar, além de ser bem completo, limpo e confortável. Definitivamente recomendo ele.

Saímos rumo a Rota dos Queijos e Vinhos de Serra Negra, mas como estávamos sem conexão, graças a Claro Brasil, tivemos um pouco de dificuldade para acharmos a tal rota, principalmente devido à via indicada não existir em mapa algum. Saímos do hotel com as indicações da recepcionista, pegamos um estradinha sensacional e nos deparamos com uma paisagem inesquecível, com fazendas rodeadas por belas montanhas. O caminho estava errado, levamos um tempo para ter certeza graças a falta de uma alma viva para perguntarmos, mas ainda assim o passeio valeu a pena.

Cruzamos a cidade em busca de indicações através das placas, sem muito sucesso. Parei em um boteco, no qual dois amigos, com seus copos de pinga nas mãos me deram a melhor orientação. Foi interessantes, eles estavam animados, mas foram exemplares quanto à orientação. Seguimos as dicas e voltamos a cruzar a cidade, localizando com certa facilidade o caminho certo.

Para quem for visitar a Rota dos Queijos e Vinhos de Serra Negra,  eles divulgam que fica na Rod. 105, mas a mesma não tem esse nome nos mapas, portanto, procure pela Rod. Dr. Rubens Pupo Pimentel e estará no caminho certo. Apesar de ser uma estrada, a mesma é muito precária, sendo toda de terra batida, com trechos em que somente é possível passar um veículo por vez. Para sorte dos futuros visitantes, a mesma está inteira em obras, o que em breve proporcionará uma experiência melhor.

Depois de muita poeira, uma camada grossa de terra sob a carroceria, alguns sustos e muita garra do possante, chegamos na Fazenda Chapadão. Nela tivemos uma excelente apresentação sobre a produção de gado, produção de queijos e cultivo do café. Ambos são especialidades da família. Acompanhamos a ordenha das vacas e o processo de secagem dos grãos de café. Experimentamos os queijos produzidos por lá e depois de um bom bate-papo partimos para a fazenda da família Carra, um pouco mais a frente. É claro que não poderíamos sair de mãos vazias e trouxemos alguns exemplares de queijos e café.

Ao chegar na fazenda da Família Carra, fomos recebidos muito bem e nos foi apresentada a história da família, vimos os produtos ali produzidos e partimos para degustação. Tudo era muito bom e eu recomendo. Os vinhos de tão saborosos, mal percebia-se o gosto do álcool. Infelizmente não poderíamos ficar mais pois a tarde já tinha passado de sua metade e ainda tínhamos um longo caminho pela frente.

Voltamos pela estradinha até a cidade para abastecer o carro e pegar a estrada. O valor combustível por lá não é dos melhores, portanto se puder, prefira abastecer em Amparo ou Morumgaba, pois é mais barato. Outra dica é não deixar para sacar dinheiro em postos de combustível ou qualquer outro lugar, pois eles não possuem caixas eletrônicos espalhados pela cidade. Se precisar sacar, terá que ir a uma agência do banco no centro, em horário comercial.

A volta para casa foi tranquila. Pegamos um pouco de movimento nas estradas, principalmente no Rodoanel e, ao entrar na Imigrantes nos deparamos com um forte chuva. Muito diferente do clima que havíamos nos deparado nos últimos dias. Depois de quatro horas de viagem, estávamos de volta ao lar, acompanhado das muitas lembranças deste passeio que, apesar de curto, foi muito agradável.

Dia 1: Sábado

Dia 2: Domingo

Diário de Bordo Serra Negra: 07/07/2013

Dia 2: Domingo

O dia custou a amanhecer. A temperatura havia baixado durante a madrugada, mas não tanto quanto gostaria. O silêncio era total e o sol se esforçava cada vez mais para sobrepor-se às cortinas que insistiam em mantê-lo distante.

O dia seria longo, e mesmo com muita preguiça levantamos e fomos de encontro ao café da manhã do hotel. As opções de pães, bolos e frios eram muitas. Um bom exemplo de café da manhã de rei e rainha. Após deliciarmos a comida, nos apressamos a arrumar tudo, pegar o que levaríamos e partirmos para os pontos turísticos da região.

serra1Começamos o passeio pela Disneylândia dos Robos, uma casa o tanto o quanto curiosa. Nela podemos encontrar verdadeiras relíquias da cultura pop, máquinas de todos os tipos, peças egípcias e é claro, robôs… muitos robôs. O local existe desde 1988 e é parada obrigatória para quem vem a Serra Negra, sejam adultos ou crianças, não há quem não goste. De fato, não há nome melhor do que Disneylândia, um lugar para guardar e expôr tudo que é bagulho guardado durante os muitos anos de vida, para criar coisas e ainda ganhar dinheiro. Foi lá que percebi que havia esquecido de carregar a bateria da câmera, e mais uma vez ficamos dependentes do celular para poder tirar as todos.

panoramaDepois dessa pequena dose de diversão, partimos para o Macaquinhos, um parque de turismo rual e aventura. O local possui uma variedade de atividades como pedalinhos, caiaques, tirolesas, cavalos, paintball, buggys, piscinas, pescaria, animais, além de uma bela paisagem com muito verde. Este parque é parada obrigatória para quem curte este tipo de programa, sendo possível passar o dia inteiro por lá, serra2tanto que a manhã passou como um raio enquanto estávamos curtindo as atrações, e a tarde já estava chegando a sua metade quando saímos de lá rumo ao centro da cidade para almoçar.

O centro estava lotado e foi difícil achar algum lugar para almoçar, afinal já era mais de três horas da tarde. Escolhemos comer algo rápido na Padaria e Confeitaria Serrana, de frente a praça principal. Mesmo lotado, foi rápido para conseguir um lugar e os garçons muito cordiais e prestativos. Pedimos um lanche que pouco demorou para estar a nossa mesa e assim pudéssemos devorá-los, dada a fome que estávamos. Para quem busca um local rápido para comer algo de qualidade e acompanhado de um excelente serviço, este é o local certo. Como sobremesa experimentamos um sorvete artesanal, na Sorveteria Tarantela, tradicional na cidade e que conta com diversos sabores. A dica é não desistir, pois a fila é grande, mas vale a pena esperar.

serra3A tarde seguia de encontro às suas últimas horas e decidimos ir até o Cristo Redentor, mas no caminho paramos no III Encontro de Antigomobilismo de Serra Negra, onde estavam expostos diversos carros antigos em excelente estado de conservação. Haviam diversos exemplares de grandes automóveis como Mercury, Eldorado, Imperial, Landal, Alpha Romeu, calhambeques, entre outras marcas e modelos. Renderam boas fotos.

serra4Voltamos ao caminho e seguimos para cima, rumo ao Cristo Redentor de Serra Negra, localizado em um dos pontos mais altos da região. O local é de fácil acesso, limpo e com uma paisagem magnífica. Ficamos um tempinho por lá para recuperar o fôlego da subida, mas a noite já estava batendo à porta, e o cansaço chegando. Saímos de lá rumo ao centro da cidade, como caminho para voltar para o hotel. Por incrível que pareça, no domingo a noite pegamos um congestionamento de meia hora para chegarmos ao hotel que, ao chegar, percebemos que estava ao lado do trajeto do Cristo. Ou seja, por desconhecimento, demos a volta na cidade, pegamos congestionamento, quando na verdade estávamos duas quadras do hotel. Coisa de turista.

Chegamos no hotel e nos preparamos para o jantar, que apesar de poucas opções, estava muito bom, principalmente as sobremesas. Demos uma caminhada no lado de fora do hotel, curtindo a noite de Serra Negra, debaixo do céu estrelado, quando tentei identificar as constelações visíveis. Voltamos para dentro, curtimos as salas de jogos e demais dependências do hotel e depois nos rendemos ao cansaço. Afinal, já era hora de recarregar as baterias novamente para o dia seguinte.

Leia mais:

Dia 1: Sábado

Diário de Bordo Serra Negra: 06/07/2013

Dia 1: Sábado

serra1

Era madrugada, as malas já estavam prontas e a ansiedade não me deixou pregar os olhos por muito tempo. Não que isso fosse incomum, pois estou acostumado a acordar cedo. Aguardei o relógio me avisar que estava na hora de levantar e superamos a preguiça que era grande naquele momento. Levantamos, nos arrumamos, tomamos café e saímos.

O trajeto foi tranquilo, com a subida pela Imigrantes, seguindo pelo Rodoanel e Bandeirantes. Neste ponto tivemos um pequeno desvio, por perder uma entradinha na altura de Jundiaí, o que nos custou alguns minutos para um pequeno passeio pela cidade. Após nos acharmos, pegamos uma estradinha que estava em reforma em vários trechos, mas que fielmente nos levou até a rodovia D. Pedro I e dela pegamos outra para enfrentar a serra, que era perfeita para quem gosta de dirigir, com um asfalto bom e bastante curvas, proporcionando em alguns momentos fortes emoções. Durante o caminho fomos ultrapassados por motociclistas devidamente equipados, como se estivessem em uma competição.

Passamos pelas cidades de Morumgaba e Amparo, ambas com um clima muito calmo e com características de cidades do interior. Como nosso objetivo era aproveitar o máximo de Serra Negra, seguimos a estrada sem parar nestas cidades.

Ao chegar em Serra Negra, o GPS perdeu conexão e acabamos levando um tempinho para localizarmos o hotel, graças a Claro Brasil, que por incrível que pareça não fornece o serviço de dados 3G  na cidade, e o 2G mal funciona. Fizemos o checkin no Grande Hotel Serra Negra, deixamos as malas no quarto e saímos rumo ao centro da cidade para almoçarmos.

No caminho para o centro demos algumas voltas na cidade para nos acharmos sem o GPS, seguindo apenas as placas, mas conseguimos. Ao chegarmos no centro nos deparamos com muito movimento de carros e motos, e com muita dificuldade conseguimos fugir do congestionamento e encontrar um lugar para estacionar. A dica para estacionar no final de semana no centro é aproveitar o estacionamento ao lado do Fórum, que fica liberado nos finais de semana.

serra2Fomos até a Praça Pref. João Zelante, que estava tendo um evento de festa junina das escolas municipais e estava lotada de crianças, seus pais e turistas. Nesta praça há vários locais interessantes para comer, petiscar, beber e jogar conversa fora. Escolhemos o Bar Santos Cycle, e fomos muito bem atendidos. Ali estava rolando um encontro de motociclistas. Mesmo lotado, o atendimento foi rápido e a comida além de bem servida, estava saborosa.

De estômago cheio, aproveitamos a tarde para caminhar pelo centro e conhecer melhor o comércio local. O passeio foi muito bom, com foco principalmente em compras de roupas e malhas, mas no caminho encontramos coisas interessantes, como casas de vinhos e queijos, uma banda local de aposentados que alegravam o centro e tocavam junto aos turistas, além de algumas opções de entretenimento nas praças, com música ao vivo, dentre outras coisas. serra3Ao final da tarde paramos no café Delícias na Praça para descansar as pernas e depois, com a noite já chegando, voltamos para o Hotel.

A noite o cansaço começou a bater forte, daí aproveitamos para curtir a festinha junina do hotel, que por sinal era um exemplo de organização, com muitas opções de comidas, barracas de brincadeiras para adultos e crianças, música ao vivo e atéserra4 fogueira para aquecer o ambiente. Depois disso, o cansaço do dia, somado ao da viagem e da semana, me fez desmaiar, e como o dia seguinte seria longo, não poderia perder a oportunidade de recarregar as baterias.

Diário de “Atleta” – 1ª Semana

Depois de muito relutar, iniciei a prática de exercícios diários. Por preferência ficaria em casa, sentado no sofá, curtindo filmes e séries, mas a saúde, ou a falta dela, começou a falar mais alto e fui obrigado a render-me a prática de exercícios.

exercicios

A decisão (Quinta-feira – 31/01/2013): Cheguei em casa decidido em ir na academia para conhecer as opções disponíveis. Sabia que nenhuma delas me agradaria, mas teria que fazer alguma coisa, e se não tivesse atitude, nada mudaria. Não foi fácil, mas consegui ir em duas academias próximas de casa e escolhi uma delas para fazer a aula experimental e conversar com o professor. Conversei com minha esposa e decidimos começar na segunda-feira;

Os preparativos (Domingo – 03/02/2013): Saímos de casa rumo ao Shopping com um único objetivo, comprar roupa para ir na academia. Como há muito não fazíamos nada, não tínhamos nada em casa que servisse. A busca até foi rápida, pegamos algumas peças e depois de uma passada rápida no provador, fomos para a fila pagar as “comprinhas”. Saímos de lá e fomos ao supermercado comprar barrinhas e suquinhos e etc, para nos alimentarmos adequadamente antes do horário das aulas. Conclusão do dia: tentar ser saudável sai muito caro!!! Chegando em casa, deixamos as roupas e demais itens separados, para não nos atrasarmos no primeiro dia.

1º Dia (Segunda-feira – 04/02/2013): Cheguei em casa pouco antes das 20 horas, felizmente estava em condições de seguir com o plano, pois minha companheira (enxaqueca) deu-me um momento de folga. Troquei-me e peguei o que era necessário levar para a academia e deparei-me com a primeira dificuldade… queria entender por que essas roupas de academia não têm bolsos! É absurdo, pois ninguém sai de casa sem nada. Eu por exemplo, sempre saio com minha carteira, um lenço, meu celular e a chave de casa, mas o bendito shorts de academia só tinha um pequeno bolso que só cabia a chave. Sem condições. Minha esposa teve que pegar uma bolsa para poder colocar essas coisas, as toalhas, garrafinha d’água e etc. Saímos de casa e duas quadras e meia depois lá estávamos nós. Diria que esta parte foi bem difícil, pois minha vontade era dar meia volta, parar no quiosque e pedir um prato de picanha com alho. Resisti a tentação e encarei a decisão. Começamos com 15 minutos de esteira, passamos uma hora fazendo rodízio de aparelhos, um mais estranho que o outro, e terminamos a noite com 10 minutos de bicicleta. Foi difícil, mas o objetivo foi alcançado.  Voltamos para casa esgotados, a fome era gigantesca.

2º Dia (Terça-feira – 05/02/2013): Levantei com um pouco de dificuldade, o corpo parecia meio enferrujado. Não sentia grandes dores, mas sim um cansaço nos braços e pernas aos fazer movimentos mais bruscos. No lugar do corpo dolorido, estava a cabeça, minha velha e prezada amiga “enxaqueca” estava ali comigo. Na hora do almoço comecei a sentir mais o corpo, e o ato de subir e descer as escadas já me matavam. Cheguei cedo e consegui prontamente ir para a academia. Sabia que o segundo dia seria mais desgastante, e foi. Acabei por ficar mais dedicado a parte aeróbica, com esteira e bicicleta, mais alguns aparelhos e abdominais. Cansou bem mais que o primeiro dia, mas curiosamente, na hora o corpo doeu menos e  respondeu melhor aos exercícios. A volta para casa foi cansativa e ao parar os exercícios parece que tudo ficou dolorido de uma só vez.

3º Dia (Quarta-feira – 06/02/2013): Acordei as 4 horas da manhã, tentei levantar e não conseguia. Minhas exercicios1pernas pareciam não responder. Levei cerca de 5 minutos para conseguir levantar e ao colocar os pés do chão e sair da cama, sentia um dor lacinante. Não foi fácil. Durante o dia situações corriqueiras como subir e descer escada, tornaram-se um verdadeiro desafio. A volta para casa não foi fácil, com direito a chuva, acidente na estrada e comboio. Resultado: cheguei uma hora mais tarde em casa. Foi difícil não render-me ao cansaço e à fome, mas consegui forças não sei onde, e fui para a academia. As dores durante os exercícios continuaram, mas até que consegui sair bem, a parte mais difícil foi quando terminei os exercícios e fui para casa.

4º Dia (Quinta-feira – 07/02/2013): Mais um dia de muita dor, desce cedo, levantar voltou a ser um desafio, mas conforme o dia foi seguindo, as dores foram melhorando um pouco, mas ainda assim, passei o dia inteiro mancando, pois as panturrilhas estavam me matando. Mesmo com dores, e a contragosto, fui para academia mais uma vez. Fiquei mais tempo dedicado aos exercícios aeróbicos e depois fui fazer o “exame” médico.

E assim foi a primeira semana de exercícios. Repito que não foi fácil, mas devo continuar!

Desejem-me sorte!

Diário de Bordo: O grande dia com mais abacate

Depois de dois dias de preparação, ajustes e alinhamento, iniciava-se o grande dia. Digo grande, não por esperar algo grandioso, mas por ser a razão de eu estar ali.

Levantei cedo, tomei meu café da manhã e dirigi-me ao escritório. Ao chegar lá, instalei-me na sala de treinamento, onde já encontravam-se algumas pessoas. Após um primeiro comes e bebes iniciei o tema em questão: a técnica de análise de pontos de função.

O desenrolar do treinamento se deu de maneira bem satisfatória. Claro que minha principal preocupação era se iriam entender-me. Não foi fácil, pois estava dando um treinamento em espanhol, sobre um conteúdo com muitos termos em inglês e, volta e meia escapavam palavras em português.

Uma coisa que impressionou-me bastante foi o alto nível participativo da turma. Eram 45 pessoas entre recursos da empresa e do próprio cliente, no entanto fizeram muitas perguntas e interagiram bastante, diferente dos treinamentos aqui no Brasil. Pode até ser uma característica dessa turma especificamente, mas tenho impressão que é cultural.

Na hora do almoço fui convidado pelo diretor e um gerente a comer em um restaurante italiano, no qual, segundo disseram-me, tinha uma excelente pizza. Fiquei animado, afinal, depois de quatro horas falando, meu estômago já estava desesperado.

Ao chegar no restaurante Italissimo, deparei-me com uma casa antiga e com muitos objetos e decorações antigas, tudo muito arrumado e limpo. Sentamos na mesa e pedimos as bebidas, as quais foram derrubadas pela garçonete adivinhem em quem? Sim, fui agraciado com um pequeno banho de coca-cola. Felizmente molhei-me pouco.

O cardápio, diferente dos restaurantes no Brasil, tinha cerca de uns dez sabores distintos apenas, dos quais escolhi uma de quatro queijos, assim não teria erro. De fato, a pizza era boa, pelo menos no que dizia respeito a massa. Agora, a cobertura, de longe era de uma pizza como conhecemos aqui no Brasil. O queijo era distribuído em punhados no meio da massa, e boa parte da pizza não tinha queijo, mas sim massa e molho de tomate. Ao final, experimentei um licor muito bom, de uma fruta típica, mas com sabor muito parecido com framboesa.

Ao voltar para empresa, continuei na reta final do curso, apresentando o restante dos conceitos e exercícios práticos. Ao final fiquei bastante satisfeito com o resultado, pois percebi que o conteúdo agregou bastante para aquelas pessoas, fora que muitas delas vieram depois agradecer-me.

Saí da empresa com a sensação de dever cumprido, e isso é muito bom. Cheguei no hotel ainda cedo e, como não teria companhia nesta noite, resolvi caminhar e conhecer as redondezas.

Consultei o Foursquare para saber o que havia por perto. Andei por mais de duas horas, fui para um lado, depois para outro, seguindo o fluxo e conhecendo o centro de Santiago. Foi bem legal, conheci muitas lojas e produtos, no entanto nada muito diferente do que temos no centro de São Paulo por exemplo.

Sanduíche de Churrasco com abacateParei para comer no Pátio Central, uma praça de alimentação com várias opções. Acabei escolhendo um restaurante/lanchonete alemã, ao qual era muito bonito e estava bem movimentado, chamado Fritz. Ao aproximar-me, deparei-me com várias opções de lanches e acabei escolhendo um de churrasco. Parecia apetitoso, pena que não foi bem assim. Ao pegar o sanduíche, começou a sair a maionese, mas a mesma era sem gosto e com uma textura diferente, mas não dei muita importância e mordi o mesmo com vontade. Foi aí que fui surpreendido com algo verde. Sim, abacate, lá estava ele novamente!

Foi difícil comer, pois a maionese não tinha sabor, a carne parecia que tinha sido lavada, não havia gosto de nada, o pão estava se desfazendo, além do purê de abacate que estava presente. Resultado: não consegui nem comer tudo.

Depois desta “agradável” e verde companhia resolvi voltar para o hotel, afinal já estava cansado de tanto andar.

La MonedaAo chegar no hotel minha amiga Wanessa recomendou-me que fosse conhecer o centro cultural “La Moneda”, e lá fui eu novamente sair.

O espaço era muito bonito, uma pena as exposições já estarem se encerrando devido ao horário, mas ainda assim valeu a pena.

Voltei para o hotel e fiquei colocando meus e-mails em dia, mensagens no Facebook e conversando com minha esposa Vanessa. Depois fiquei assistindo Karatê Kid em espanhol, até pegar no sono, afinal teria que descansar para o dia seguinte.

Diário de Bordo: Hot-dog com abacate!

O café da manhã do hotel não era dos melhores, mas até que estava razoável. Fui para a empresa logo cedo e comecei a revisar meus e-mails e as pendências que havia acordado no dia anterior. Foquei principalmente no material do treinamento que daria, para assim garantir que estivesse tudo certo.

No almoço fui convidado a acompanhar o Diretor, tendo em vista que já iríamos direto para o cliente, LAN. Almoçamos no Friday’s do Parque Arauco, um Shopping que me pareceu bem bonito, principalmente a parte dos restaurantes. Escolhi uma massa, um fetuccine com frango. Estava muito bom e na sequência experimentei uma sobremesa muito gostosa com um creme que parecia sorvete, pedaços de bolacha e gotas de chocolate. Muito bom!

Depois deste belo almoço, fui para a Torre del Parque I, onde ficava o escritório do cliente. Passei a tarde inteira em reunião e ao sair de lá já era horário de Rush, ou seja, como toda cidade, peguei bastante trânsito até conseguir chegar no hotel.

Ao chegar, consegui falar com minha amiga Carolina Maturana e combinamos de dar uma volta depois que saísse da pós. Aproveitei o tempo, fui dar uma volta e acabei encontrando na alameda que estou um Supermercado (Santa Isabel) e me deparei com Crush e 7Up que não via há muitos anos, além de muitos produtos conhecidos, mas que aqui possuem outros nomes. Como sempre, fiquei passeando no supermercado. Consegui comprar água, e depois parei em uma das lanchonetes (Doggis) para comer um hot-dog. Voltei para o hotel com o mesmo e quando fui comer, uma surpresa… no lugar do purê de batata, havia purê de abacate!!!! Ruim não estava, mas é estranho!

Mais tarde encontrei a Carolina, que levou-me em um barzinho chamado Pub Licity, com Karaokê. O local era muito bonito, muito bem organizado e também muito animado. Ela conhecia todo mundo, inclusive apresentou-me o administrador do local e alguns de seus amigos, tanto os que trabalham, como também os que frequentam o local. Conheci também seu namorado, Rodrigo e descobri que tanto ela, quando ele cantavam e muito bem. Fiquei impressionado com sua voz. Ela cantou uma canção em inglês, e se não estivesse lá diria que era uma cantora profissional. Conversa vai, conversa vem, foi uma noite muito agradável em um local que nunca havia me imaginado, acompanhado também de um saboroso vinho, escolhido por Rodrigo e desta grande amiga que acabei fazendo aqui no Chile.

E, depois de tudo isso, voltei para o hotel e, vencido pelo cansaço, felizmente conseguir dormir.

O melhor agente secreto de todos os tempos

Nostalgia é uma sensação de saudade, um sentimento que surge do pensamento de não poder mais reviver certos momentos da vida, momentos estes importantes e, que normalmente refletem um pedaço do que nos tornamos. A nostalgia, por mais trise que possa parecer a primeira vista, deve ser encarada como algo bom, pois mostra que crescemos e, mais do que tudo, que aprendemos a valorizar o que é importante na vida, e também àqueles que foram nossos guias, mentores e ídolos.

Momentos bons do passado podem vir a tona a partir de qualquer coisa, uma imagem, uma música, um lugar, um objeto, um cheiro, etc., e neste último final de semana o que me trouxe estes sentimentos foi o agente mais atrapalhado da história da espionagem, Maxuell Smart.

Ao começar a rever o seriado me deparei com a lembrança de meu pai chegando em casa, depois de um longo dia de trabalho, e sentando comigo para assistir o seriado na TV. Era um momento fabuloso, ao qual relembro com muito carinho. Naquele momento, meu pai era mais do que um James Bond, pois era o melhor agente secreto e estava ali, ao meu lado, me explicando as coisas, dando-me as pistas para desvendar as tramas da vida.

Cquote1.png Mas é claro! O velho truque do artigo que fala de um seriado antigo! Cquote2.png

Mas, voltando ao seriado, Get Smart, como é conhecida originalmente, é um seriado fantástico, daqueles que é impossível assistir sem relacionar suas inusitadas situações àquelas que nos deparamos no dia a dia em nossa vida. Quem já não quis ser um agente secreto ou ao menos estar diante de situações decisivas para a história da humanidade? Todos queremos segurar as rédeas da vida, e por que não como um agente secreto?

Criado por Mel Brooks e Buck Henry em 1965, e protagonizada por Don Adams, o seriado abordava temas de espionagem, guerra fria, entre outros, sempre com um ingrediente de reflexão social, inclusive com doses de um tema muito falado nos dias atuais, a sustentabilidade. As consequências dos atos da K.A.O.S. não apenas nos mostravam que o bem prevalece, mas também que sempre, independente da situação, é possível vencer com uma boa dose de humor. O que isso significa? Que devemos levar a vida, as situações cotidianas com humor, por mais séria que ela pareça.

Quem também não pode ser deixado de lado é o “CHEFE” do Controle, este símbolo da hierarquia, responsável pelos mandos e desmandos do pobre Agente 86, era acima de tudo um ser humano, diferentes de muitos psicopatas que nos deparamos hierarquicamente em nossas vidas profissionais e que só o que sabem fazer é nos infernizar. Mas um jargão se mantém até os dias atuais… “Desculpe por isso, chefe!”

Por último, e não menos importante estava a bela Barbara Feldon na pele da Agente 99, par romântico de 86 e peça
chave para a evolução da trama. Ela era fantástica e cativante, porque vivia os conflitos de Smart com a mesma paixão, por mais absurda que a situação  pudesse parecer, em nenhum momento fazia-o de bobo ou desacreditava-o. Quando agia era sempre para um bem maior.

Maxuel Smart era sem sombra de dúvida o melhor agente secreto de todos os tempos, diferente de 007, ele não tinha licença para matar, mas era o que ele mais tentava a cada episódio, nos matar de rir. Destaque também para os dispositivos avançados de alta espionagem, como o “Sapatofone”, o primeiro celular da história, do “Cone do Silêncio”, a arma disfarçada, entre outros.

Cquote1.png Errou por um tantinho assim. Cquote2.png

Os leitores mais novos provavelmente não entenderão nada do que está nas estrelinhas dos parágrafos acima. Sua breve memória fará apenas uma menção à refilmagem de 2008, com  Steve Carell e Anne Hathaway.  Esta versão não é ruim, mas muito fraca se comparado aos episódios medianos da velha guarda. A história não é a mesma e 86 é tratado praticamente como um retardado, incapaz. Enfim, o filme valeu pela lembrança, mas só me fez querer ainda mais rever o original Don Adams na pele do Agente 86.

Cquote1.pngVocê acreditaria se eu dissesse que 10 mil pessoas leram este artigo? Se se fossem 10?Cquote2.png

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