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Diário de Bordo: ¿Hola que tal?

Eram 2h35 da madrugada e eu já estava desperto. Ansiedade? Não, somente insônia mesmo. Fiquei enrolando até as 4h35, quando levantei para preparar-me para minha primeira viagem ao exterior. O destino? Santiago no Chile. Cheguei cedo ao aeroporto de Guarulhos para não ter erro, fiz o Check-in, passei pelo detector de metais, que apitou por conta de uma fivela no sapato que estava, depois na imigração foi tranquilo e lá estava eu no saguão do aeroporto aguardando meu vôo.

Kit-Kat

Kit-Kat

Sempre ouvi falar que o Free Shop era a oitava maravilha do mundo para nós brasileiros, pois as coisas são muito baratas e tal, porém achei tudo muito fraco, principalmente para quem não bebe e não fuma, era uma coisa ou outra que me chamou a atenção e talvez valesse a pena, mas só olhei. Destaque para a gôndola de Kitkat.

Graças à Internet meu tempo de espera foi agradável e mal senti o tempo passar. Ao entrar no avião pediram-me para trocar de lugar para que uma família ficasse junta. Aceitei, e o outro lugar acabou sendo no fundo da aeronave, e sem ninguém ao lado, logo, tive mais espaço para me esparramar na poltrona. O procedimento de decolagem levou mais de 40 minutos e foi aí que levei um susto. Nas telas internas estava sendo apresentado um mapa em que dizia que o destino seria Lima, no Perú. Neste momento revisei meu bilhete, confirmei o número do vôo e estava tudo certo, daí o comandante confirmou o vôo e o destino, e fiquei mais tranquilo.

A viagem em si foi muito tranquila, parecia que estava andando sob as nuvens. Como estava no corredor não puder ver muito da paisagem, porém devido a altitude, ninguém estava vendo muita coisa a não ser nuvens. Foi um total de 3 horas e 50 minutos de vôo, onde assisti episódios de seriados, comecei a ler meu livro “Universo em uma Casca de Noz”, comi um lanchinho e até consegui dar uma cochilada. A aterrissagem também foi igualmente tranquila e cá estava eu, em terras chilenas.

Ao sair da aeronave percebi o tamanho do Aeroporto e direcionei-me à “Policia Estrangera” para ter autorização de entrar no pais. Felizmente não me acharam com cara de terrorista, passei sem problemas e fui buscar minha mala despachada. Fiquei esperando e com sorte ela apareceu. Um problema a menos. Fui na casa de câmbio para entrar com algum dinheiro no país, tendo em vista que a casa de câmbio no Brasil estava sem pesos chilenos. Claro que a troca foi com um câmbio absurdo, não podia ser diferente! Passei por mais um detector de metais e pronto, poderia sair do aeroporto. Fui verificar o valor de um taxi oficial, mas estava muito caro, 17.500 pesos chilenos. Saí e fui procurar outra opção, ao menos mais barata. Achei um e fechei o valor em 14.000 pesos. O trajeto no táxi não foi longo, e fui lendo um jornal do dia. A temperatura estava bem agradável, e em alguns momentos pude admirar as cordilheiras dos andes com os seus picos cobertos de neve.

Ao chegar na empresa fui convidado a almoçar. Era aniversário de uma gerente e haviam reservado um restaurante. Para minha surpresa era um restaurante japonês, o qual só fui saber no meio do caminho. Voltei para a empresa e fiquei em reunião o restante da tarde. Por volta das 18h30 fui para o hotel, que fica no prédio ao lado da empresa. Foi fácil acertar tudo, e o quarto era agradável. Ponto positivo: a vista. Ponto negativo: o chuveiro. A Internet Wi-Fi do hotel era gratuita, portanto consegui utilizar meu smartphone e falar com minha esposa no Brasil via Whatsapp e Skype. Viva a tecnologia!

Fui informado pelo diretor que o local não é muito recomendável para caminhar sozinho a noite, e que para jantar seria bom ir por perto e logo. Quando estava para sair consegui contactar minha grande amiga Wanessa. Não confunda, esta é com W! Já tem cerca de dez anos que não nos víamos. Ela tinha aula na pós, mas acabou vindo encontrar-me, ou seja, a fiz bolar aula.

Ao chegar, pegamos o metrô na estação “La Moneda” e descemos na estação “Baquedario”, passamos pela torre da Entel, com formato de telefone celular, pela praça de independência, pela mais tradicional faculdade de direito do Chile, daí chegamos no Pátio Bellavista. Caminhamos um pouco no local, que tinha várias opções de comida e artesanatos.

Acabamos ficando em um restaurante chamado Backstage, muito bonito por sinal. Interessante é que no Chile ainda há distinção entre áreas de fumantes (fumadores como dizem aqui) e não fumantes. Experimentei uma bebida daqui, a “Pisco Sauer”, acompanhada de uma porção de frutos do mar empanados. Estava boa, principalmente os camarões!

Logo em seguida chegou o Nilton, noivo da Wanessa e mexicano para nos acompanhar, um cara gente boa e muito divertido. Depois de conversarmos um bom tempo, saímos do bar e me deram uma carona até o hotel.

E assim, com esta excelente companhia, terminou de forma muito agradável o meu primeiro dia.

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